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Líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo alerta para aumento de violência armada

Mariano Nhongo não assume recentes ataques em Moçambique (DR)

VOA | André Baptista

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, alertou nesta quinta-feira, 19, para a intensificação de ataques esporádicos de grupos armados, caso o Governo não pare a campanha eleitoral e renegoceie o Acordo de Paz, recentemente assinado entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade.

Em conversa com jornalistas por teleconferência a partir da Gorongosa, Nhongo, no entanto, não assume os últimos ataques a autocarros de passageiros e de carga nas províncias de Manica, Sofala, Nampula e Niassa

“Se parar com a campanha e aceitar que não há voto até próximo ano, nem um tiro não vai se ouvir aqui em Moçambique, se não aceitar isso há tiros”, avisou Mariano Nhongo.

Ele advertiu que a “população está preocupada (em saber) quem está a disparar armas, é a Frelimo que está disparar armas, porque não quer coordenar com os partidos políticos”.

Mariano Nhongo lembrou que a Renamo continua armada e considerou a continuidade do decurso de campanha eleitoral como um “desprezo” às reivindicações do grupo, que desde Junho contesta a liderança de Ossufo Momade e ameaça com acção militar a resistência nas negociações.

Desde o inicio da “revolução”, prosseguiu Mariano Nhongo, “os guerrilheiros que apoiam a Junta Militar da Renamo, nas bases do partido, deixaram de receber apoio alimentar e o grupo está a sobreviver de pequenas doações de membros e deputados”.

“Não estamos a partir (assaltar) bancas, nem nada, estamos a exigir a democracia”, precisou Mariano Nhongo, sobre a sua contestação, para depois ameaçar que “se não nos ouvirem, caso as coisas forem piores, vamos procurar sobreviver, porque temos armas”.

Ataques não assumidos

Na terça-feira, 17, dois camiões de carga foram atacados com um grupo armado em Zimpinga, num troço da Estrada Nacional seis (EN6), que liga o porto da Beira ao interland, ferindo os dois condutores e seus dois ajudantes.

Ainda nesta semana, a imprensa moçambicana noticiou o ataque a um autocarro de passageiros por homens munidos de armas de assalto do tipo AK 47, em Malema, na província de Nampula, e um assalto a um comerciante na Gorongosa.

Os incidentes antecederam um outro ataque a três viaturas, sendo um autocarro e dois camiões de carga, provocando o ferimento a três pessoas na ponte sobre o rio Pungue, zona limítrofe dos distritos da Gorongosa e Nhamatanda, na província de Sofala.

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