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Israel: Bibi ou Benny?

O primeiro-ministro cessante, Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, chefe do partido Azul e Branco. (REUTERS/Corinna Kern/File Photo)

RFI | Liliana Henriques

Continua o quebra-cabeças em volta dos resultados das legislativas israelitas de Terça-feira das quais não saiu nenhuma maioria clara. O Primeiro-ministro cessante, Benjamin Netanyahu, obteve 31 assentos parlamentares, mas o seu adversário do partido Azul e Branco, Benny Gantz, obteve 33 mandatos. Mesmo formando coligações com os seus respectivos aliados, não conseguem maioria absoluta. Daí que encarem a opção de um governo de unidade nacional, sendo que ambos reclamam a sua liderança.

Dois dias depois das legislativas em que permanece em aberto a futura liderança de Israel, parece impor-se o cenário de um governo de unidade nacional. Somando do lado do Likud de Netanyahu, os seus potenciais aliados no seio dos partidos religiosos e muito marcados à direita e, do outro lado do xadrez, juntamente com o movimento de Benny Gantz, as formações de esquerda ou árabes, chega-se sensivelmente a uns 55/56 assentos parlamentares, ou seja abaixo dos 61 mandatos necessários para ter maioria no parlamento que congrega 120 deputados.

Neste contexto, o Primeiro-ministro cessante que ainda ontem afirmava que o país tinha apenas duas escolhas: ou um governo de direita dirigido por ele, ou um “governo perigoso com alicerces nos partidos árabes”, optou hoje pela mão estendida. “O povo espera de nós que assumamos as nossas responsabilidades e que actuemos em cooperação” argumentou Netanyahu ao propor a formação de um governo de unidade nacional dirigido por ele.

Benny Gantz que pretende destronar “Bibi” que está há dez anos no poder, já descartou esta hipótese, propondo ser ele o chefe de um eventual governo de unidade.

Segundo analistas, muito embora Netanyahu tenha a seu favor a coesão dos seus apoiantes, ele não deixa igualmente de ter encontro marcado dentro de um mês com a justiça por suspeita de envolvimento em casos de corrupção. Gantz já declarou no passado que recusaria participar num governo cujo Primeiro-ministro fosse acusado ou condenado por corrupção.

Por conseguinte, o suspense permanece total. Os serviços da presidência informaram na tarde desta Quinta-feira que o Presidente israelita Reuven Rivlin iria encetar no Domingo as suas consultas com os partidos com assento parlamentar e com os dois líderes para determinar quem vai ficar com a responsabilidade de formar o futuro executivo.

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