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AIA quer mudanças no programa de privatização de fábricas

VOA

Associação Industrial de Angola (AIA), pediu que seja modificado o sistema de privatização de fábricas anteriormente geridas pelo estado, afirmando que cidadãos angolanos poucas hipóteses têm de beneficiarem do programa.

A AIA diz ainda que no actual molde o programa de privatização é também prejudicial para o estado.

A posição da AIA foi tomada depois de, recentemente, o Governo ter sido forçado a vender as primeiras cinco unidades a um valor muito aquém do que havia projectado.

Dezasseis milhões de dólares norte-americanos é o valor que Estado angolano arrecadou com a privatização integral de cinco unidades industriais, instaladas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda e Icolo e Bengo e que estavam inoperantes há 10 anos.

A projecção inicial era arrecadar 80 milhões de dólares norte-americanos, mas “o mercado a acabou por ditar o valor final das aquisições”.

O presidente da AIA, José Severino disse à Voz da América que se o governo insistir nessa modalidade de venda das fábricas a privatizar, as perdas para os cofres do Estado serão maiores sublinhado ainda que o processo não beneficia os empresários nacionais.

“Nestes termos, esses concursos não podem continuar”, defendeu o empresário angolano que saudou “a coragem” do governo em lançar o processo de privatizações.

“O importante é o processo de privatização ter começado e aí saudamos a coragem do governo”, disse.

“Agora é preciso afinar a máquina”, acrescentou afirmando que a sua organização defende um modelo de “contractos de gestão com opção de compra para termos a possibilidade dos angolanos se candidatarem”.

As cinco unidades custaram aos cofres do Estado, durante a fase de sua construção, 30 milhões de dólares, de acordo com dados avançados pelo Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE).

O IGAPE anunciou que para a segunda fase deste processo de privatizações estão previstas outras 25 unidades industriais, de um total de 52 unidades instaladas.

O gestor do IGAPE, Valter Barros, referiu na ocasião que as unidades foram avaliadas há muito tempo e as condições em que foram avaliadas na altura não são as mesmas de hoje tendo reconhecido que “o mercado acabou por ditar as ofertas dos preços que recebemos dos investidores”.

“Quando lançamos o concurso colocamos o preço de referência resultante desta avaliação que foi feita já há cinco anos”, disse.

Ainda assim, aquele responsável disse que se forem privatizadas e entrarem em funcionamento entre 45 a 50 unidades, será um “grande” ganho para o Estado angolano em termos de oferta de postos de emprego .

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