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Cidadã de 70 anos atropelada mortalmente numa passadeira

Imagem ilustrativa (DR)

Angop

Uma cidadã que aparenta ter 70 anos de idade foi atropelada mortalmente na manhã desta quarta-feira (18), na Estrada Nacional EN100, quando atravessava uma passadeira em frente ao Hospital da Polícia Nacional, no município da Catumbela, província de Benguela.

Trata-se de Adélia Naquelia, que saía de casa no bairro da Tata, arredores do município da Catumbela, em direcção à lavra, quando foi atingida por uma viatura ligeira de marca Toyota RAV4, após esta ter sido abalroada por uma carrinha de mercadoria que transportava tomate para Luanda e que terá apresentado problemas nos travões.

O acidente em causa ainda provocou o ferimento a outras três mulheres, na faixa etária dos 23 aos 60 anos, que também atravessavam a mesma passadeira, tendo sido assistidas no Hospital Municipal da Catumbela, de acordo com o director daquela unidade, o médico Gourgel Bettencourt.

O responsável avançou que uma das pacientes, com fractura fechada no fémur e úmero direito, foi já transferida ao Hospital Geral de Benguela para ser observada pelo médico-cirurgião, enquanto as outras continuam internadas na Catumbela.

Acrescentou que a unidade atendeu uma criança de dois anos de idade que, por volta das sete horas, desta quarta-feira, foi igualmente atropelada na Estrada Nacional 100, entre Lobito e Benguela, tendo sofrido ferimentos na região frontal.

Em declarações à Angop, Verónica Buimbe, 49 anos, uma das vítimas atropeladas na passadeira, conta que uma viatura carregada de tomate que saía de Benguela terá embatido violentamente contra outros carros que tinham parado para dar prioridade aos peões na passadeira.

A camponesa reclama dos perigos que os transeuntes correm na passadeira entre o Hospital da Polícia Nacional e a estação de passageiros do CFB, na vila Catumbela, pois que muitos automobilistas ignoram o sinal de travessia de peões e circulam em alta velocidade.

“Tenho atravessado numa outra passadeira, mas hoje decidi mudar de caminho e encontrei o acidente”, diz ela, que se queixa de dores na cabeça, sob olhar atento do director do Hospital Municipal da Catumbela, que verificava o soro canalizado nesta paciente.

O acidente interrompeu, durante mais de uma hora, a circulação rodoviária sobre a ponte 4 de Abril, entre as cidades de Benguela e do Lobito, tendo o trânsito sido desviado de forma alternativa para a antiga ponte metálica, de apenas um sentido, o que criou engarrafamento.

Pacientes do acidente em funeral já tiveram alta no Hospital da Catumbela

Cinco dos seis sobreviventes do acidente ocorrido nesta terça-feira (17) na Estrada Nacional EN100, próximo do condomínio Boa Esperança, na comuna do Luongo, município da Catumbela, já tiveram alta esta manhã, depois de assistidos no Hospital Municipal da Catumbela.

Em declarações à Angop, o médico Gourgel Bettencourt salientou que entre os sete feridos assistidos no banco de urgência do Hospital Municipal da Catumbela estava um bebé de oito meses do sexo masculino, que veio a falecer 15 minutos depois, devido a um traumatismo craniano.

Neste momento, continua sob observação médica na Secção da Maternidade do referido hospital uma mulher grávida de cerca de quatro meses, que também se encontrava na carroçaria da viatura Toyota Hilux, tendo sobrevivido à colisão.

Segundo o médico, ao que tudo indica, esta paciente poderá ter alta ainda hoje, pois os exames descartaram qualquer gravidade.

Hospital Geral de Benguela mobiliza apoio psicológico

Nas urgências do Hospital Geral de Benguela, também entraram outros sete pacientes deste acidente, dos quais três – que sofreram trauma facial, contusões no joelho e ferimentos ligeiros no pé esquerdo, já obtiveram alta na manhã desta quarta-feira, ao passo que os restantes quatro continuam internados.

A enfermeira-chefe-adjunta do Banco de Urgência do Hospital de Benguela, Alda Paulo, confirma que na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) continua uma paciente, de 64 anos, com politraumatismo com contusão cerebral e uma fractura no braço esquerdo.

Enquanto isto, os outros feridos, entre eles dois homens e uma mulher com fractura no fémur esquerdo e trauma crânio-encefálico estão a receber cuidados médicos nas enfermarias de ortopedia e cirurgia, apresentando já sinais de recuperação, embora com “prognóstico reservado”.

Já a directora clínica interina do Hospital Geral de Benguela, Guilza Morais, descreveu com notável preocupação o estado psicológico dos pacientes, por isso está mobilizada uma equipa médica multidisciplinar, que integra dois psicológicos efectivos que estão a prestar apoio para ajudar os sinistrados a lidar com este momento trágico.

Como os pacientes estão ainda afectados, a médica interna daquela unidade hospitalar garante que a intervenção psicológica deve continuar, a par dos cuidados médicos em neurocirurgia, cirurgia geral e ortopedia, dado os politraumatismos.

O acidente de terça-feira aconteceu quanto o motorista de uma viatura Hyundai H100, proveniente do Lobito, terá perdido o controlo e invadiu a faixa do sentido contrário, embatendo numa Toyota Hilux, que transportava uma urna com cadáver para o cemitério do Luongo, na Catumbela.

No local, morreram a filha, o irmão e a tia do malogrado, identificado por Manuel Catumbela, de 36 anos, que morreu no passado dia 2 de Agosto, no Hospital Geral de Benguela, vítima de doença.

Entretanto, somente na segunda-feira, 16, os familiares puderam reconhecer o corpo na morgue do Hospital Geral de Benguela e decidiram realizar o funeral, que terminou de forma trágica.

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