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UNESCO aponta Bienal de Luanda como reflexo da paz

Logotipo da Bienal de Luanda 2019 (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Angop

A directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, afirmou, nesta terça-feira, que o primeiro Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz reflecte a vivacidade e a intensidade da cooperação entre a União Africana (UA) e a UNESCO na procura e conquista da paz no continente africano.

De acordo com a responsável, num artigo sobre a Bienal de Luanda- Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz que começa nesta quarta-feira, na capital angolana, as duas organizações estão unidas pelos mesmos objectivos e pelos mesmos valores: a vontade de estabelecer a paz através da compreensão e da solidariedade mútuas entre os povos de África.

“A verdadeira luta continua, é a luta pela paz», anunciou Felix Houphouet-Boigny. A União Africana definiu como meta, num período de dois anos, fazer do continente africano um continente de paz, de Túnis a Joanesburgo. Certamente, muitos esforços ainda precisam de ser feitos hoje. No entanto, a paz regista progressos em África; em muitos territórios, deixou de ser uma hipótese, um horizonte distante, para se tornar uma realidade, um activo que devemos preservar e proteger”, refere a responsável num artigo sobre o evento.

Para Audrey Azoulay, nada melhor do que Luanda para demonstrar que a paz é sempre possível, pelo facto de ter acolhido a 21 de Agosto a assinatura de um acordo de entendimento entre o Ruanda e o Uganda, obtido graças à mediação eficaz de Angola e da República Democrática do Congo, é um sinal de esperança.

Avança que três dias antes do Dia Internacional da Paz, e 30 anos após a Declaração de Yamoussoukro, que define pela primeira vez o conceito de “cultura da paz”, é chegada a hora de liderar esta luta pela paz com mais ambição e fervor.

A Bienal serve para tornar a cultura da paz num verdadeiro instrumento ao serviço dos governos e dos cidadãos, através de fóruns de discussão dedicados, abertos especialmente a mulheres e jovens, mas também através da organização de um Festival de Culturas para celebrar a riqueza e diversidade cultural de África.

A Bienal pretende tornar-se num grande ponto de encontro para a consolidação da paz. Este será, sem dúvida, o espírito de Luanda: um espírito de concórdia e de fraternidade, união e solidariedade.

O conceito da Bienal está assente numa Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz em África, enquanto plataforma para a mobilização de recursos e parceiros para apoiar a Bienal e desenvolver projectos e iniciativas de grande impacto.

A juventude, as mulheres e as crianças são alguns dos principais focos no quadro dos Fóruns de Reflexão da Bienal de Luanda. Estes espaços de debate de ideias poderão formular propostas e soluções para a melhoria dos índices de desenvolvimento humano e a consolidação dos valores culturais, da estabilidade e da paz no continente.

Angola acolhe a primeira edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, em Luanda, um evento que visa enaltecer os valores da paz e da cidadania e materializar a aliança de povos em torno da cultura da paz.

Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores” a Bienal engaja o Estado Angolano, a UNESCO e a União Africana numa parceria que responde à Decisão n.º 558/18 de 2015, dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana que, alinhado com a estratégia operacional da UNESCO, designada como “Prioridade África”, visa a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz no continente africano.

No seu modelo conceitual, a Bienal de Luanda visa desenvolver um Movimento Pan-africano para uma Cultura de Paz e Não-Violência, através do estabelecimento de parcerias envolvendo, entre outros, governos, sociedade civil, comunidade artística e científica, sector privado e organizações internacionais.

No quadro dos esforços para a implementação de um plano de acção a favor de uma cultura de paz em África, realizou-se em Março de 2013, em Luanda, o Fórum Pan-Africano “Fundamentos e Recursos para uma Cultura de Paz”, co-organizado pelo Estado Angolano, a UNESCO e a União Africana.

O evento havia preconizado, no final, a necessidade de “promover os fóruns de reflexão para implicar todos os actores a nível nacional, sub-regional e regional, fazer o balanço das acções já tomadas, questionar os conceitos fundamentais e contribuir para a identificação de linhas de acção inovadoras para a cultura de paz em África”.

A Bienal de Luanda contempla quatro eixos. O Fórum de Ideias e o Fórum da Juventude constituem dois thinktanks sobre o futuro de África que visam a disseminação de boas práticas e soluções para a prevenção de crises e resolução e mitigação de conflitos. De igual modo, está previsto o Festival de Culturas em que os países participantes demostram a sua diversidade de expressões culturais.

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