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Matadidi Mário encanta sarau em homenagem a Neto

MÚSICO MATADIDI MÁRIO (FOTO: ANTÓNIO ESCRIVÃO)

As músicas “Fapla” e “Um minuto de Silêncio”, do músico angolano Matadidi Mário, transportaram, na segunda-feira, durante um Sarau Cultural, o público a um dos momentos mais marcantes da história de Agostinho Neto.

Matadidi Mário, escreve Angop, um dos ícones da música nacional e autor, sobretudo, das canções “Um minuto de Silêncio” e “Fapla, que relembram o sofrimento do povo após o anúncio da morte de Neto e todo trabalho das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, levou os assistentes ao momento “dourado” do evento.

Acompanhado pelo guitarrista e ex companheiro Teddy Nsingui, na criação da Orquestra Inter-Palanca, em 1975, cantou e encantou, com os seus famosos toques de pés, o público que o aplaudiu admiravelmente.

No encontro em que participaram os cantores Zé Cafala, Sandra Cordeiro, Bailado do Cazenga e o Poeta dos Pés Descalços, Matadidi explicou, de que forma foi inspirado a escrever as duas canções, que contam os momentos da notícia da morte de Neto e o Agradecimento as FAPLA.

“ Estava eu no avião a ir para o Bié quando o piloto deu a notícia da morte do meu presidente e amigo Agostinho Neto, queria voltar no momento e não pude, foram dias amargos, que fiz de tudo para ir ao Huambo e voltar a Luanda, ver Neto”, descreveu.

Com mais de 40 anos de carreira, Matadidi retratou todo aquele cenário de mulheres a chorarem e o anúncio de Lúcio Lara e os contos de Kundi Phayama que o deram toda a inspiração para escrever estas duas canções, que foram as únicas que não foram corrigidas.

O director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, por sua vez, frisou que para homenagear Neto não foi fácil encontrar este marco da música angolana, que descreveu no momento o sentimento angolano da perca de Agostinho Neto.

“Matadidi é, a exemplo de Tabonta e outros, um cantor que viveu uma época real da existência de Neto, na qual não se pode esquecer quando se fala da vida e obra do Herói Nacional”, realçou.

Para si, a presença do mesmo nas comemorações de Agostinho Neto representa o passar de experiências contadas ou cantadas por pessoas vividas naquela época.

“O camarada presidente disse” e “Volta camarada” são outras das canções cantadas para Neto compostas e musicadas pelo autor que nasceu em 1942 na província do Uíge.

Os anos de 1974-1978, destacaram-se nesse período os cantores e compositores, Matadidi Mário Bwana Kitoko, Pepé Pepito e Nonó Manuela, Tabonta e Diana Simão Nsimba, entre outras figuras proeminentes da canção política.

Tabonta, por exemplo, é o autor de “Wele Neto”, “Neto desapareceu”, uma homenagem, de forte pendor lírico, ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

Nesta canção, um clássico desse período, o cantor lamenta, de forma profundamente poética, o vazio deixado pelo trágico desaparecimento, inesperado, do Presidente Agostinho Neto.

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