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Juiz Rui Rangel decide recurso da Operação Marquês

JN

Magistrado também vai decidir recurso do processo Máfia do Sangue. Rangel esteve suspenso da magistratura por suspeitas de corrupção

Depois da Máfia do Sangue, a Operação Marquês. Estes dois processos que envolvem acusações de corrupção vão ser decididos por Rui Rangel, juiz do Tribunal da Relação de Lisboa, que está indiciado na Operação Lex por receber contrapartidas financeiras para decidir alguns dos processos que tinha em mão a favor de quem lhe pagava.

Rangel é ainda suspeito de influenciar decisões judiciais em processos entregues a outros juízes. Também neste caso, suspeita a investigação do Ministério Público, o juiz era compensado financeiramente pelos beneficiados.

Devido ao seu envolvimento na Operação Lex, Rui Rangel esteve suspenso durante mais de um ano da magistratura. Porém, o prazo máximo para esta suspensão preventiva – 270 dias – chegou ao fim e Rangel voltou ao trabalho no Tribunal da Relação de Lisboa em julho.

No início da semana, já tinha sido tornado público que o sorteio para a distribuição de processos tinha atribuído a Rui Rangel a decisão sobre um recurso apresentado pelo Ministério Público no âmbito da Máfia do Sangue, processo em que a Octapharma, empresa na qual José Sócrates chegou a trabalhar após sair do Governo, é suspeita de corromper médicos para ganhar o concurso de fornecimento de plasma inativado (uma componente do sangue) aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Nesta sexta-feira, o jornal “Público” avança que o mesmo juiz também vai decidir um recurso da Operação Marquês, outro caso de corrupção em que o antigo primeiro-ministro José Sócrates está acusado.

O mesmo jornal avança que o sistema informático atribuiu aleatoriamente seis recursos criminais a Rangel.

Em declarações à rádio TSF, o juiz desmentiu. “Não tenho nenhum recurso da operação Marquês”, disse. No entanto, o presidente do Tribunal da Relação, Orlando Nascimento, explicou que “sendo uma distribuição recente, ainda não foram entregues processos ao Ex.º Juiz Desembargador para a decisão e consequentemente não foi suscitada qualquer escusa ou recusa.”

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