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EUA quer avanços substanciais em comércio com a China

AFP

Os Estados Unidos afirmaram, nesta quinta-feira (12), que querem “avanços substanciais” nas iminentes negociações comerciais com a China, após as duas partes acenarem para uma possível solução da guerra comercial.

O presidente Donald Trump “pode chegar a um acordo a qualquer momento, mas desejamos um bom acordo”, disse o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, lembrando que Pequim se comprometeu desde o início a reequilibrar o comércio entre os dois países.

“Não queremos uma viagem que seja apenas uma série de discussões. Queremos alcançar avanços substanciais”, disse.

No entanto, ele também alertou que Trump só aceitará um bom acordo e que, se necessário, ele ainda está disposto a aumentar as tarifas sobre os ativos do país asiático.

Trump deu a entender na noite desta quinta-feira que não exclui a assinatura de um acordo provisório com a China.

“Ouço muitos analistas falando de um acordo provisório, o que significa que (com a China) podemos nos acertar em alguns temas, os mais simples, para começar. Mas não se trata de simples ou difícil. Ou há acordo ou não há, mas é algo que podemos analisar”, escreveu o presidente.

Nesta semana, houve sinais positivos no conflito comercial, que entrou em seu segundo ano. Trump aceitou o pedido de Pequim de adiar uma rodada de aumento de tarifas até 15 de outubro, depois que a China concordou em retirar alguns produtos dos EUA de suas represálias.

Espera-se que altos funcionários das duas potências mantenham diálogos preliminares no final deste mês, em preparação para as reuniões em Washington no início de outubro, lideradas por Mnuchin e pelo representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer.

“Nós claramente não fizemos o progresso que desejávamos” na última reunião em Xangai, no final de julho, disse Mnuchin. “Estou cautelosamente otimista. Acho que os chineses têm boas intenções em querer vir aqui com um acordo agora.”

Mas ele disse que Trump “está preparado para manter essas tarifas como estão, ele está preparado para aumentar tarifas, se precisarmos aumentar tarifas”.

Pequim e Washington anunciaram uma pausa na guerra comercial na quarta-feira.

A China tem sua economia cada vez mais afetada por esse confronto que já dura 18 meses e, a pedido de várias empresas, admitiu isentar de tarifas adicionais vários produtos importados dos Estados Unidos.

Trump, por sua vez, anunciou que, em sinal de “boa-fé”, adiaria até 15 de outubro o aumento nas tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses importados.

Trump disse que tomou essa decisão a pedido do vice-primeiro-ministro chinês Liu He “devido à celebração em 1º de outubro do 70º aniversário da República Popular da China”.

A imposição de novas tarifas em 1º de outubro “simbolicamente criaria um problema para elas”, disse Mnuchin na quinta-feira.

Nesta guerra comercial, o que está em jogo é o domínio da tecnologia.

Washington exige que as autoridades chinesas ponham fim às práticas comerciais que considera injustas. Os Estados Unidos enfatizam especialmente a transferência forçada de tecnologia para empresas que desejam se estabelecer na China e rejeitam enormes subsídios a empresas estatais chinesas, enquanto acusam Pequim de roubar direitos de propriedade intelectual.

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