Ensa
Portal de Angola
Informação ao minuto

Carlos Feijó ‘desmente’ general “Zé Maria”

(DR)

Novo Jornal Online

O declarante Carlos Filipe Feijó, tenente-general, desmentiu hoje em tribunal as afirmações do ex-chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), declarando que o dinheiro saiu dos cofres do Estado angolano, não dos bolsos do Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, como havia dito o general “Zé Maria” na sessão de julgamento de ontem, e lançando uma nova acha para a fogueira: existe uma discrepância entre o valor apresentado inicialmente aos oito generais responsáveis pela reconstituição da história da Batalha do Cuíto Cuanavale e o valor retirado dos cofres do Estado.

De acordo com o tenente-general, que começou a ser ouvido ainda ontem ao final do dia e que hoje continuou a prestar declarações ao colectivo de juízes que tem em mãos o processo do general António José Maria “Zé Maria”, um dos homens mais poderosos durante os anos de governação do ex- Presidente José Eduardo dos Santos, quando os oito generais encarregados de reconstituir a história do maior confronto militar da Guerra Civil Angolana começaram o projecto, o valor referido a todos eles foi de 1,2 milhões de dólares.

“No final do projecto tivemos conhecimento através das ordens de saque que o valor ascendia a 2,4 milhões”, declarou Carlos Feijó, que disse ainda ao colectivo de juízes que os documentos, obtidos sem o conhecimento do Governo sul-africano, contêm segredos de Estado que “podem comprometer a Nação”, nomeadamente alguns depoimentos de ex-militares das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola – FAPLA.

“Códigos e símbolos que uma vez divulgados fazem comprometer as relações entre Angola e Africa do Sul”, afirmou.

A defesa do general “Zé Maria”, acusado de ter retirado documentos militares após a sua exoneração do cargo, em 2017, das instalações do SISM e de os ter levado para a sua residência, pediu que o juiz determinasse a prisão de Carlos Filipe Feijó por falsas declarações, o Ministério Público contestou, e o juiz não só negou o pedido da defesa, como decidiu voltar a ouvir o ex-chefe da Secreta militar para saber “onde foi parar o resto do dinheiro”, ou seja, 1,2 milhões de dólares.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »