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Angola subscreve conclusões de Brazzaville

Vista parcial da cidade de Brazaville (DR)

Angola vai incorporar nos seus instrumentos de gestão nacionais as conclusões saídas da 5ª edição do Fórum “Investir em África” (FIA5), decorrida de 10 a 12 deste mês, em Brazzaville, declarou quarta-feira o ministro angolano da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa.

Em entrevista exclusiva à Angop, na capital congolesa, o governante realçou que a avaliação global feita sobre o encontro da capital congolesa é que “foram atingidos os objectivos” preconizados, através do trabalho realizado pelos diferentes painéis do evento.

Lembrou que os trabalhos do FIA5 consistiram em painéis previamente compostos com representantes do sector privado, do Banco Mundial, do Banco de Desenvolvimento da China, do Governo congolês e representantes de outras instituições de vários países.

Trata-se dos painéis sobre o “Desenvolvimento do capital humano”, “Revolução digital, inovação e nova economia de serviços”, Parcerias público-privadas em ambiente de negócios”, “Industrialização e cadeias de valor mundiais” e “Soluções energéticas respeitadoras do ambiente”.

Segundo Manuel Neto da Costa, que chefiou a delegação angolana ao evento, depois do regresso do Presidente João Lourenço a Luanda, uma das conclusões saídas dos debates realizados tem a ver com a necessidade da valorização do capital humano, em África, como a chave do progresso.

“Levamos daqui aquilo que são as conclusões e as abordagens que foram feitas nesses painéis, de maneira que avaliemos aquilo que há de positivo e de negativo e que poderemos incorporar nos instrumentos de gestão nacionais do governo”, afirmou.

Tal como defendido nos debates, prosseguiu, os países africanos devem priorizar o investimento no capital humano, antes de olhar para outros domínios também não menos importantes.

“O capital humano é a chave, o investimento no capital humano é primordial, antes de se pensar em investimentos noutros domínios, embora tenhamos questões transversais. Falou-se da agricultura, falou-se da economia digital, mas sem competências (humanas), nada feito”, asseverou o governante angolano.

Sobre a relevância do evento para Angola, Manuel da Costa explicou ainda que, embora o país não tenha feito parte de nenhum dos painéis, as conclusões saídas do encontro têm a ver com todos os países do Mundo, sobretudo africanos, e “têm a ver connosco também”.

Ressaltou igualmente a importância da presença de Angola no evento, afirmando que a ocasião foi aproveitada para interagir com os distintos panelistas e com as várias delegações “no sentido de aprofundar as questões abordadas nos vários painéis”.

Entre os contactos realizados à margem do Fórum, destacou o encontro que manteve com o vice-presidente da Cooperação Financeira Internacional (IFC) para África e Médio Oriente do Grupo do Banco Mundial, Sérgio Pimenta, que, segundo o ministro, manifestou o interesse pela continuação dos “engajamentos” da sua instituição com Angola.

O FIA5 encerrou quarta-feira as suas sessões, estando o dia de hoje, quinta-feira, reservado a visitas de campo dos delegados ao encontro, que podem optar entre três locais propostos pela comissão organizadora, designadamente, o sítio turístico das Cataractas, a Universidade Denis Sassou Nguesso e a Zona Económica Especial (ZEE) de Maloukou, todos situados nos arredores de Brazzaville.

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