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Um crescente número de desacordos entre Trump e Bolton

John Bolton (DR)

AFP

A destituição de John Bolton por Donald Trump encerra um histórico de desentendimentos entre o assessor de Segurança Nacional e o presidente dos Estados Unidos.

Estes foram os principais motivos de desacordo entre Trump e Bolton:

– Afeganistão –

Trump surpreendeu no sábado ao anunciar que havia convidado líderes talibãs para sua residência em Camp David para analisar um acordo de paz.

Estas negociações eram impensáveis para Bolton, que defendeu o envio de militares ao Afeganistão e ao Iraque durante o mandato do então presidente, George W. Bush, e sempre criticou as concessões feitas aos adversários dos Estados Unidos.

Trump acabou cancelando o encontro com os talibãs após um atentado perpetrado pelo grupo na semana passada em Cabul, no qual morreu um soldado americano.

– Irão –

Bolton foi um dos maiores defensores de uma ofensiva militar contra o Irão. Em 2015, escreveu um artigo no The New York Times sob o título: “Para deter a bomba (nuclear) do Irão, bombardeiem o Irão”.

Logo após Bolton assumir a chefia do Conselho de Segurança, Trump retirou-se do acordo nuclear com o Irão negociado por seu predecessor, Barack Obama, e adotou duras sanções contra Teerão.

Mas nos últimos meses, Trump inclinou-se por uma solução diplomática com a República Islâmica.

– Coreia do Norte –

Bolton também era conhecido por sua firmeza em relação à Coreia do Norte, e pouco antes de assumir seu cargo escreveu no Wall Street Journal que os Estados Unidos teriam razão em realizar um ataque preventivo contra o país asiático.

Mas Bolton se uniu a Trump em suas duas cúpulas com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em Singapura e Hanói, onde aconselhou o presidente a não aceitar um acordo sem obter mais compromissos por parte de Pyongyang.

Quando o presidente organizou um terceiro encontro com Kim Jong Un, em junho, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, Bolton se encontrava na Mongólia.

– Venezuela –

Bolton liderou a aposta de Trump de tentar retirar do poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cujo país enfrenta uma gravíssima crise política e econômica.

Mas Bolton partiu antes de conseguir a saída de Maduro, que mantém o apoio da Força Armada seis meses após os Estados Unidos e outros países declararem seu governo ilegítimo.

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