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Colheita no Moxico baixa consideravelmente na época 2018/2019

Angop

A colheita agrícola na província do Moxico baixou consideravelmente, de 152,4 mil toneladas na campanha de 2017/2018, para 46,2 mil na presente época 2018/2019 – uma quebra de 106,2 mil em relação à safra anterior.

O baixo nível de colheita na campanha 2018/2019 deve-se, segundo o director do Gabinete Provincial da Agricultura Florestas e Pecuária, António da Silva, à escassez de chuva que assolou a região.

O gestor disse que as culturas plantadas em Setembro de 2018, por diversas famílias, não tiveram e desenvolvimento desejado e em determinadas áreas secaram.

“Na segunda época, que corresponde aos meses de Fevereiro, Março e Abril, a chuva foi irregular, a estiagem provocou um impacto negativo nos resultados da colheita, principalmente, o feijão, milho e cucurbitáceas”, explicou o director.

Disse que a campanha contou com a participação de 151 mil e 714 famílias camponesas, das quais, 11 mil e 840 tiveram apoio do Programa de Extensão de Desenvolvimento Rural (PEDR) e 700 da organização filantrópica Federação Luterana Mundial (LWF).

Vinte e sete mil e 260 outras famílias camponesas deveriam ser assistidas pelo fomento das Administrações Municipais, mas, como disse, tal acção não foi concretizada.

No referido período, o Instituto de desenvolvimento Agrário (IDA) recebeu e distribuiu, no âmbito do PEDR, 29,5 toneladas de adubos 12 – 24 – 12, 9.75 de ureia, igual número de amónio, cinco toneladas de sementes de milho, cinco de feijão, duas mil catanas, mil pás, 300 enxadas, 200 machados e 15 charruas de tracção animal.

Na ocasião, anunciou que o sector está adquirir máquinas agrícolas para constituir brigadas de mecanização que passarão, nas próximas épocas de cultivo, à assistir a agricultura familiar na preparação das terras, por constituir o sustentáculo da população.

Sem precisar a quantidade das máquinas a adquirir, afirmou que com as brigadas mecanizadas o sector pode alavancar a economia da província, e familiar, de forma a criar uma estabilidade alimentar, que é um dos seus primeiros protagonismo.

Informou, por outro lado, que o seu sector vai aproveitar o factor clima, terra, água e os recursos humanos disponíveis para retomar a cultura do fomento da produção de arroz para a província voltar a ocupar o lugar cimeiro no cultivo deste cereal, à semelhança a época colonial.

Para António da Silva, o fomento da produção de arroz ir,á automaticamente, alavancar a produção de outras fileiras de produtos com feição mercantil, uma vez solucionado o problema do fornecimento de sementes de qualidade, tecnologias, recursos humanos e vias rodoviárias.

Reconheceu que a primeira experiência sobre o programa de emergência pilotado pelo Ministério da Agricultura, entre os anos 2004/2005, não teve resultados almejados, devido ao factor escoamento, mercado, tecnologia e vias de acesso.

Disse acreditar que, caso forem superados os constrangimentos anteriores, esse tipo de cultura poderá desenvolver-se de forma exponencial e exclusiva.

O também engenheiro agrónomo anunciou a realização este mês do fórum da Agricultura que visa buscar valências e subsídios que poderão servir de caminhos para impulsionar o desenvolvimento da cultura de arroz e não só.

O fórum prevê uma participação de 300 pessoas provenientes de vários de países do mundo e províncias angolanas, dentre empresários, empreendedores, investidores da arte de produzir e expositores.

Um franco debate que visa colher contribuições sobre sobre as premissas para se ter um desenvolvimento agrário e sustentável, é um dos objectivos da promoção do evento que vai se realizar no dia 13 de Setembro, na Escola Superior Politécnico do Moxico.

Apelou aos participantes locais, na sua maioria produtores e membros das associações e cooperativas agrícolas, para aproveitar no máximo a oportunidade de forma a encontrar um investidor e ganhar um parceiro comercial que possa comprar a mercadoria, bem como melhorar as suas performances de produção.

Entre os participantes estrangeiros destacou os sul-africanos, zambianos, portugueses e espanhóis.

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