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Tecnologia soviética gera tensão entre EUA e China

(© Sputnik / MarinaLystseva)

Sputnik

Os EUA querem impedir que a China adquira uma empresa ucraniana de motores por temer que os chineses tenham acesso às tecnologias desenvolvidas pela URSS.

De acordo com diversas mídias, a recente visita de John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA, à Ucrânia teve como objetivo impedir que as empresas chinesas adquirissem mais de 50% das ações da empresa ucraniana de construção de motores para aviões, Motor Sich.

A Motor Sich é considerada a joia da coroa das empresas industriais que permaneceram em atividade na Ucrânia depois da dissolução da União Soviética.

“Diversos países produzem aviões, porém poucos produzem motores de aviões modernos. Essa é uma arte especial, disponível apenas para os países mais desenvolvidos do mundo. A Ucrânia herdou isso de um poderoso império: a URSS”, escreveu Nikolai Storozhenko, em um artigo para o jornal Vzglyad.

Até 2014, a produção da empresa Motor Sich era destinada principalmente à Rússia, entretanto, no final da primeira década de 2000, a empresa estabeleceu laços com sócios asiáticos, principalmente com a China.

Em 2018, os contratos chineses foram fonte de US$ 160 milhões dos US$ 450 milhões do faturamento da empresa. Atualmente, aproximadamente 1.200 unidades do equipamento chinês funcionam com motores fabricados na Ucrânia.

Os chineses tentam fabricar seus próprios motores, entretanto, não possuem a mesma tecnologia que os motores ucranianos, desenvolvidos pela URSS.

“Mais cedo ou mais tarde, os engenheiros chineses aprenderão. Porém, não é mais fácil comprar uma escola soviética de motores que ainda permanece na Ucrânia por um preço relativamente modesto? Depois de tudo, se com a ajuda das tradições soviéticas a China aprender a fazer motores de aviões, sua competência tecnológica e militar com os EUA chegará a um nível completamente diferente”, considerou Storozhenko.

Na Ucrânia, John Bolton declarou que a China está tratando de “fazer parte” da economia do mundo inteiro, incluindo por meio do projeto da Nova Rota da Seda e através de “investimentos atrativos”. Ele também adicionou que os EUA pretendem alertar sócios sobre os “riscos” dos investimentos chineses.

O embaixador chinês na Ucrânia, Du Wei, qualificou como irresponsáveis as declarações de Bolton sobre a cooperação entre a China e Ucrânia.

“Durante sua estadia em Kiev, o senhor Bolton falou de maneira irresponsável sobre a China e sobre as relações de nosso país com a Ucrânia […] e sobre a iniciativa do Cinturão e Rota da Seda”, afirmou Du Wei depois da visita de Bolton à Ucrânia.

Para Oleg Liashko, membro do Parlamento ucraniano, os EUA terão de comprar os motores ucranianos se estiverem incomodados com a parceria sino-ucraniana.

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