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Quem é João Malavindele, o substituto de José Patrocínio na Omunga?

DW África

João Malavindele é o novo coordenador da ONG Omunga. Amigos descrevem-no como “sereno, simples e humilde” e que vai “dar conta do recado”. Substitui o activista dos direitos humanos José Patrocínio, falecido este ano.

O novo rosto da ONG angolana Omunga diz que “vai dar continuidade ao legado do seu antecessor como forma de o homenagear”. João Malavindele tem 36 anos, é natural do Lobito, província angolana da Huíla, e é licenciado em Direito pela Universidade Independente de Angola.

Diz que vai apresentar as suas linhas de força apenas quando for empossado, no próximo dia 28. Mas de uma coisa tem a certeza: “vai dar continuidade ao legado deixado pelo José Patrocínio como forma de o homenagear”.

“Não temos mais nada se não prosseguir o que ele mesmo almejava na altura e com a certeza de que se ele estivesse aqui continuaria a fazer as mesmas coisas ou melhores ainda”, acredita Malavindele.

“Zé Tó” combatente pelos direitos humanos
José Patrocínio morreu em Junho, vítima de doença. Na altura, a sociedade angolana e activistas cívicos definiram o fundador da Omunga como um “grande combatente pelos direitos humanos” que “deixou um legado pela tolerância”.

Em finais de Julho, “Zé Tó”, como também era conhecido, foi eleito personalidade do ano pelo Novo Jornal, na categoria sociedade.

“A sociedade em si é testemunha daquilo que ele fez em prol da defesa dos direitos humanos e prova disso. Ele foi eleito personalidade do ano pelo Novo Jornal. Só isso é prova mais do que evidente daquilo que fez em prol da sociedade, em particular na defesa dos direitos humanos”, entende o novo responsável da Omunga.

Batalhas do novo timoneiro

João Malavindele foi eleito no final de Agosto como novo coordenador da Omunga, na IV Assembleia da ONG.

Depois da morte de José Patrocínio, Malavindele tem levado a cabo várias atividades em nome da Omunga: em Agosto realizou, por exemplo, uma mesa redonda sobre o “novo estatuto dos migrantes em Angola”.

Criticou o facto de muitos migrantes continuarem a ser discriminados, e pediu ao Governo para os ajudar a obter os documentos que precisam.

Em 2016, Malavindele foi uma das vozes que se insurgiram contra a condenação dos “15+2”, activistas angolanos.

“Dar conta do recado”
Hossi Sonjamba, activista e fotógrafo angolano, é amigo do novo coordenador da Omunga há mais de 10 anos: “Caracterizo-o como uma pessoa serena, simples, humilde e bastante comunicador com os seus amigos. Na verdade eu conheço Malavindele na circunstância do associativismo. Ou seja, do activismo.”

Sonjamba espera que Malavindele “dê conta do recado”: “Quero crer que não será uma tarefa difícil para ele, porque Malavindele sempre foi quadro da organização e a única diferença que faz é que ele assume agora a responsabilidade de ser o responsável máximo”.

A ONG continua a ser dirigida por uma comissão. O processo de transição deverá estar concluído até ao final de Setembro, altura em que o novo corpo directivo tomará posse.

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