InicioAngolaSociedadeNeta mata avó à paulada por causa de um cigarro

Neta mata avó à paulada por causa de um cigarro

Jornal de Angola|Weza Pascoal

Uma anciã de 60 anos foi assassinada a paulada no domingo, no bairro Boa Vida, arredores da cidade de Menongue, província do Cuando-Cubango, supostamente pela neta de 21 anos, por causa de um cigarro.

Segundo os familiares, a anciã Cristina Intumba vivia com a neta, Graça Intumba, que a criou desde os primeiros meses de vida e não entendem o que realmente levou a mesma a cometer o homicídio.

Eurico Luawa, também neto da vítima, explicou que, por volta das 23 horas de domingo, vizinhos da vítima foram até a sua residência informar que a prima estava a espancar brutalmente a avó.

“Quando chegamos ao local encontramos ainda a avó em vida, mas com sinais de espancamento em todo o corpo. Tentamos socorre-la para o hospital, mas, infelizmente, acabou por falecer”, disse.

Acrescentou que a vítima e a neta consumiam álcool frequentemente e que não foi a primeira vez que a neta a espancou por causa de um cigarro ou bebida.

Segundo o diagnóstico apresentando pelo Hospital Geral do Cuando- Cubango, Graça Intumba partiu a costela da avó de tanta surra que terá dado.

Além deste caso, a polícia registou o enforcamento do jovem João Calenga, 28 anos, pelo facto de ter sido acusado de matar a própria mãe. O incidente registou-se no bairro Novo, arredores da cidade de Menongue.

O irmão da vítima, Domingos Calenga, explicou que o irmão suicidou-se depois de o terem acusado, por alguns
familiares, de matar a própria mãe, através de práticas de feitiçaria.

“O meu irmão disse que não suportava viver. Estava com vergonha de encarar as pessoas e, por isso decidiu tirar a própria vida”, contou.

Domingos Calenga contou que a sua mãe ficou doente por muito tempo e João Calenga era quem cuidava de todos os irmãos e até da própria progenitora. “Agora que ele morreu não sabemos o que fazer para sobreviver e cuidar, sobretudo da minha irmã mais nova, que é deficiente física”, lamentou.

A psicóloga Maria Ema da Silva disse que muitos homicídios que têm ocorrido na nossa sociedade, nos últimos tempos, devem merecer uma atenção especial, no sentido de inverter o actual quadro, que considerou preocupante.

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