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FERTIÁFRICA diz que não haverá alterações ao ambiente em Benguela

CONSTRUÇÃO DE UNIDADE DE MISTURA DE FERTILIZANTES (ARQUIVO) (FOTO: ANGOP)

Portal de Angola| Miguel Daniel

Segundo a nota chegada a nossa redacção, a FERTIÁFRICA, esclarece que na sequência do novo Estudo de Impacto Ambiental solicitado pelos governo angolano, sobre a “polémica” instalação da sua Unidade Misturadora de Fertilizantes NPK, na Província de Benguela, a empresa consultora RESURB, concluiu que estão descartados os impactos associados às fases de exploração e desactivação, uma vez que, a fase de instalação está praticamente concluída.

Face às medidas de minimização e compensação recomendadas neste estudo, e às Melhores Técnicas Disponíveis
implementadas, não se prevê que existam alterações relevantes do meio ambiente, com a instalação e arranque da fabrica.

A BESURB escreve ainda que a Unidade Misturadora de Fertilizantes NPK está equipada com tecnologia de ponta, capazes de detectar as emissões, assegurando a prevenção de eventuais riscos ambientais, nomeadamente no que
respeita ao tratamento de Águas Residuais (Industriais e Domésticas), e a
qualidade do Ar Interior.

“O processo produtivo é apenas uma mistura de matérias-primas, designado como desperdício “0”,
uma vez que todos os produtos excedentes ou fora de medidas entram novamente no processo”, sustenta,
o estudo que apurou também os benefícios sócio – económicos do empreendimento, nomeadamente
a criação de aproximadamente 200 novos postos de trabalho directos e perto de 1.000 indirectos.

Por outro lado, o projecto insere-se num vector estratégico de Angola, o que permitirá a redução em
grande escala das importações do fertilizante NPK, sendo uma mais-valia para o sector da
agricultura do país.

Foram igualmente realizados inquéritos junto das populações mais próximas, com o objectivo de
auscultar as opiniões sobre a Unidade Misturadora, tendo-se concluído que as
principais preocupações prendem-se com a escassez de informação sobre o mesmo, por isso terá despoletado a “polémica” que culminou com o seu encerramento depois da manifestação promovida pela Associação Omunga.

Por seu turno a ministra da Industria Bernarda Martins, terá assegurado durante o seu conselho consultivo que a fabrica devia ser deslocalizada, mas sublinhava que antes se devia fazer um estudo pelo Ministério do Ambiente.

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