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Angola pode atingir 600 MW de energia solar até 2022

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O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou hoje, em Luanda, no acto de abertura de uma palestra
sobre Energias Renováveis, realizada pela embaixada dos EUA em Angola, que o país terá uma capacidade de 600 megawatts de energia solar até 2022.

Segundo o governante, o Plano de Segurança Energética com a instalação de cerca de 30 mil sistemas individuais de produção de energia fotovoltaica, a meta preconizada pode ser alcançado, sobretudo com a participação do sector privado.

Para si, a expansão do processo electrificação de energia renováveis vai permitir aumentar a taxa de acesso a electricidade a menos de metade da população tem acesso a este bem, particularmente, as áreas periféricas, rurais e recônditas do país.

O país, disse, tem recursos para a produção deste tipo de energia, a solar é actualmente tem um custo cada vez mais competitivo e é sem dúvidas uma solução para a electrificação do país, quer na componente individual, quer no geral reforçando a capacidade que o país já dispõe, entre hídricas e térmicas.

“Há a necessidade de se criar um veículo que permita assegurar a captação de financiamentos para a electrificação das zonas rurais, que é a Agência Nacional de Electrificação Rural instrumento cuja criação está prevista na Lei Geral de Electricidade, por ser o órgão que vai interagir com os investidores privados”, explicou.

Por seu turno, directora Nacional de Energias Renováveis, Sandra Cristóvão disse que actualmente a capacidade instalada é de cerca de 14 mega watts, entre sistemas isolados e híbridos de energia solar.

No quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, com a participação do sector privado o país prevê atingir os cerca de 600 mega watts, em energia solar, eólica e de biomassa.

Para o parque eólico do Tômbwa, a responsável estar os estudos todos concluídos, desde a localização dos recursos, o que falta é a rede que vai ecoar a energia que eventualmente venha a ser produzida no parque, nesta altura está aberto ao sector privado para avançar os projectos.

Para a embaixadora dos EUA em Angola, Nina Maria Fite, o seu país investe muito neste sector e desde 2008 a geração energia solar cresceu dois milhões de megawatts-hora para 96 milhões megawattas-hora em 2018. O total da capacidade instalada cresceu de menos um gigawatt, em 2008, para mais de 67 gigawatts, em 2019 o que equivale a mais de 67 grandes centrais eléctricas alimentadas a gás natural ou a carvão.

Acrescentou que nos próximos cinco anos os EUA mais do que duplicar a capacidade instalada de energia solar. Os EUA prevêem também instalar mais 15 gigawatts de energia solar por ano, até 2024.

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