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Língua portuguesa perde terreno em território angolano junto a fronteira da RDC

Escola Técnica de Saúde da Cela funciona a 'meio-gás' (DR)

VOA | Isaías Soares

Em zonas da província de Malanje junto à Republica Democrática do Congo a língua portuguesa encontra-se em risco de perder o seu estatuto de língua oficial e de comunicação entre as crianças e adolescentes que cada vez em maior numero vão á escola no país vizinho.

O problema é particularmente agudo no município de Marimba onde o português está a ser substituído pelo francês e lingala.

Cidadãos locais querem que o governo apoie o português enviado professores para a zona.

João Socola Bondengodisse que “o português está ser esquecido por falta de escolas”.

“Aqui temos mais crianças habituadas a falar muito Lingala”, afirmou, Bodengo para quem “se o nosso governo não fazer nada, nós o povo de Tembo-A-Luma estamos mal”.

Outro cidadão de Tembo-A-Luma, Nicolau Pascoal Nicolau disse que as crianças que vão à escola na RDC são depois discriminadas devido à sua dicção “influenciada pelo francês e pelas línguas tribais do país do aprendizado,

” Muitas pessoas não sabem falar português só lingala, e kimbundo”, disse.

“Estamos a pedir ao governo para nos apoiar com escola e professoras”, acrescentou

O vice-governador de Malanje para o sector político, económico e social, Domingos Manuel Eduardo, disse que estão em curso contactos com a organização filantrópica Ajuda de Desenvolvimento de Povos para Povos (ADPP) e magistérios primários públicos para que jovens da localidade se formem no ramo de professorado e voltem para a região.

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