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Governo cria cozinhas comunitárias para às vítimas da seca

Angop

O governo da província do Cunene pretende implementar este mês, nas 20 comunas, cozinhas comunitária para apoiar, com refeições, criança e idosos afectados pela seca, informou sábado, em Ondjiva, o governador local, Virgílio Tyova.

O Cunene vive, desde o mês de Outubro de 2018, uma acentuada crise, com 880 mil e 172 pessoas e um milhão de cabeças de gado afectados pela seca, que já causou a morte de 30 mil cabeças, entre bovino, caprino e suíno.

A província conta com 20 camiões para atender as vítimas da seca, 400 reservatórios em vários pontos da província, para facilitar a distribuição de água à população, assim como está em curso a reabilitação de 171 furos deste líquido, uma média 28 por cada município.

Para o efeito, ressaltou, o Executivo angolano disponibilizou 3.9 mil milhões de kwanzas para a aquisição de bens diversos.

Ao falar num encontro com deputados da Assembleia Nacional em visita no Cunene, Virgílio Tyova disse que as cozinhas serão criadas junto das escolas para diminuir as desistências de alunos devido a fome abrangido idosos, viúvas e órfãs.

Explicou que no âmbito do programa de segurança contra à fome, o governo pretende criar um banco alimentar com produtos diversificados para acudir as populações afectadas em tempo útil, mas tem sido condicionado por falta de verbas.

“O mesmo acontece com o programa de emergência contra à seca não só para manter o sistema de distribuição de água por camiões cisternas, tractores com pipas e reservatórios distribuídos em diversos pontos da província para beneficiar as comunidades”, disse.

Informou que o Presidente da Republica, João Loureço, orientou o Ministério das Finanças a inserir os dois programas no orçamento da província de 2020, 2021 e 2022, até que os projectos das barragens sejam concluídos, esperando que seja feito para se evitar situações piores nos próximos meses.

Por seu turno, a chefe da comitiva de deputados, Maria Magalhães, a saída do encontro, disse que vão levar as informações que receberam sobre a da situação da seca na região a Assembleia Nacional, para se encontrar soluções de emergência em relação a seca.

Maria Magalhães sublinhou que a visita de quatro dias do grupo parlamentar visou cumprir a missão eterna da Assembleia Nacional sobre o seu regimento e aproveitou apresentar a sua solidariedade ao governo local em função das dificuldades que as famílias vivem.

Segundo dados do governante, a província do Cunene precisa de 35 mil toneladas de bens alimentares por mês para reduzir a carência que afecta a população dos municípios do Cuanhama, Cuvelai, Cahama, Namacunde, Ombadja e Curoca.

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