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Teerão desvincula-se do acordo internacional para ter programa nuclear

Não haverá ainda encontro entre o Presidente americano Trump e o seu homólogo Rohani, pois Irão insiste em desenvolver programa nuclear (AFP)

RFI | João Matos

Irão anunciou esta sexta-feira que se desvinculava dos limites fixados ao seu programa nuclear em matéria de investigação e desenvolvimento. Esta medida é a terceira etapa de desvinculação progressiva do acordo de 2015, em represália à saída do mesmo dos Estados Unidos, em 2015, restabelecendo as sanções contra o Irão. A Europa reagiu com grande preocupação à posição de Teerão.

Teerão anunciou esta sexta-feira que avançava para a terceira etapa da desvinculação do seu programa nuclear prevista no acordo internacional, tendo em conta que os Estados Unidos abandonaram o mesmo acordo.

Para o Irão é uma retaliação à posição unilateral dos Estados Unidos, de sair, em maio de 2015, do acordo internacional, que com Alemanha, China, Reino Unido, assinaram com o Irão.

Na altura Washington, repôs igualmente as sanções económicas ao Irão que tinham sido levantadas com a assinatura do acordo internacional, alegando que Teerão não estava a respeitar o estipulado sobre o seu programa nuclear.

Irão insiste no seu programa nuclear o que preocupa Europa

Em matéria de reacções a Comissão europeia, insistiu hoje sobre o papel-chave da Agência internacional de energia atómica no controlo das actividades nucleares do Irão, que anunciou hoje que se desvinculava do quadro internacional imposto.

Em Londres, Foreign Office, antecipando, o anúncio de Teerão afirmou, num ontem à noite num comunicado que o projecto iraniano de suspender os limites enquadrando as suas actividades de investigação e desenvolvimento em matéria nuclear era “profundamente preocupante”.

Também a França considerou igualmente que Teerão deve “abster-se de qualquer acção concreta que não está em conformidade com os seus compromissos susceptível de pôr em perigo os esforços de desescalada”.

Na última cimeira do G7, o Presidente francês Macron, mostrou-se disponível para fazer, com a Alemanha, uma mediação, junto do Irão, para negociações nomeadamente com os Estados Unidos.

O Presidente Trump, que sempre se tem mostrado céptico, em relação à atitude do Irão, chegou a dizer, que poderia encontrar-se com o Presidente iraniano, mas que os Estados Unidos nunca aceitariam um programa nuclear iraniano.

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