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PR de São Tomé defende preservação da paz como imperativo mundial

presidente são-tomense, Evaristo Carvalho (DR)

DN|Lusa

O Presidente de São Tomé, Evaristo Carvalho, defendeu a preservação da paz entre os povos fundada na igualdade e respeito mútuo como “imperativo mundial”.

“Apreservação da paz entre os povos, o desenvolvimento entre eles, fundados no princípio da igualdade, o respeito mútuo e a cooperação multiforme entre outros setores da atividade humana, salvaguardando as respetivas liberdades das nações e os direitos individuais da pessoa e garantia de uma vida digna, são um imperativo mundial”, disse Evaristo Carvalho.

O chefe de Estado são-tomense discursava na abertura da Conferência Africana para a Paz, cujos trabalhos decorrem durante três dias, na capital são-tomense, reunindo cerca de 200 delegados estrangeiros provenientes de África, Europa e Ásia.

Promovida pela Federação Internacional para a Paz, discursaram também na abertura da conferência o primeiro-ministro e o presidente do parlamento são-tomense, respetivamente, Jorge Bom Jesus e Delfim Neves.

Jorge Bom Jesus enalteceu a segurança, paz e estabilidade reinantes no país, sublinhando a importância destas para o desenvolvimento económico e prosperidade social.

“Sem uma paz saudável não há liberdade que resista, não há democracia que vingue, muito menos desenvolvimento verdadeiramente sustentável”, defendeu o primeiro-ministro de São-Tomé.

Jorge Bom Jesus referiu ainda “o papel da educação e formação da personalidade individual e coletiva para o exercício pacífico de uma cidadania plenamente responsável”.

Já o presidente do parlamento manifestou-se “profundamente orgulhoso” com a realização da conferência.

“Nós, enquanto povos da paz, não podíamos fazer o contrário se não abraçarmos a causa e dizer ‘estamos sempre juntos em nome da paz'”, disse Delfim Neves.

Entre as personalidades estrangeiras presentes destaca-se o antigo presidente guineense de transição Serifo Nhamadjo.

“A paz é um bem preciso, mas é um desafio em que nós todos temos de participar, mas antes de mais é imperativo nós próprios estarmos em paz com nós mesmos. A construção da paz requer um ser íntegro, um ser crente e essa crença leva-nos, por vezes, a esquecer que a interligação e a coabitação pacífica são fundamentais”, defendeu Serifo Nhamadjo.

A Federação para a Paz Universal é uma organização não-governamental, com estatuto consultivo no Conselho Consultivo das Nações Unidas para as Questões Económicas e Sociais que tem vindo a trabalhar através de desenvolvimento de programas para a construção da paz, resolução de conflitos, fortalecimento dos valores familiares, educação dos jovens e a realização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

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