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IDF com dificuldades para controlar as florestas

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) está com dificuldades de controlar as florestas na província do Huambo, por falta de fiscais, uma situação que favorece a exploração ilegal dos recursos florestais, avança a Angop, o chefe do departamento local Amaro Francisco Gime.

O responsável admitiu que a capacidade de fiscalização do IDF está muito longe das reais necessidades, tendo apenas quatro fiscais para atender os 11 municípios da província.

Gime sublinhou que a situação, já é do conhecimento do ministério da Agricultura e Florestas, que promete, mediante a realização de um concurso público, reforçar o quadro de pessoal da área de fiscalização.

Entretanto, Amaro Gime disse que o IDF tem se esforçado ao máximo para evitar que a desflorestação continue a aumentar, principalmente nas florestas plantadas de eucalipto, pinheiro e cedro, bastante afectadas por causa do interesse pela madeira.

Rica em florestas, a província do Huambo perdeu nos últimos 17 anos quase metade da sua cobertura florestal nativa, por causa do abate descontrolado de árvores para produção agrícola e carvão vegetal.

Desde 2002, segundo o IDF, 38 por cento do total de florestas nativas desapareceu, sendo os municípios do Bailundo, Mungo, Ucuma, Longonjo e Chicala-Cholohanga os que mais têm sofrido perdas.

Estima-se que diariamente, em média, são devastados o equivalente a 200 campos de futebol, cifra que pode colocar em risco a continuidade das florestas nativas nos próximos 18 anos, caso não forem adoptadas medidas de protecção e conservação.

Entre 1975 a 2002 a província do Huambo tinha perdido 28 por cento da sua cobertura florestal nativa, pelos mesmos motivos, menos 10 por cento que nestes últimos 17 anos.

Pior que a floresta nativa está a floresta plantada que, segundo um relatório que a ANGOP teve acesso, entre os anos 2006 a 2018 pelo menos 20 mil hectares foram devastados na província do Huambo.

O perímetro florestal do Sanguengue, no município do Cachiungo, é o que mais área de plantação perdeu, seguindo-se o de Sandenda, no município da Caála. As outras florestas plantadas que também perderam parte das suas árvores são as do Cuima, no município da Caála, e Mundundo, no município do Ucuma.

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