Ensa
Portal de Angola
Informação ao minuto

Guiné-Bissau: Manifestação contra correcção de cadernos eleitorais

Na Guiné-Bissau cresce o descontentamento com os preparativos para as eleições presidenciais de 24 de Novembro. (DR)

Na Guiné-Bissau cresce o descontentamento com os preparativos para as eleições presidenciais de 24 de Novembro. Centenas de pessoas saíram às ruas da capital para protestar contra a correcção dos cadernos eleitorais.

Para os vários partidos da oposição que participaram no protesto pacífico desta quinta-feira (05/09), escreve a DW, a correcção dos cadernos eleitorais é uma ilegalidade. O Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), o Partido de Renovação Social (terceira força no Parlamento guineense) e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) – partido que faz parte da coligação governamental – consideram que deve ser realizado um novo recenseamento ou actualizado o anterior.

O dirigente da APU-PDGB Batista Té disse recentemente à DW África que o artigo três da lei eleitoral obriga a que as correcções se façam no momento do recenseamento eleitoral. “Agora não estamos no recenseamento. Se é ilegal não vamos acompanhar esse trabalho. Não vamos participar na fiscalização”, frisou.

Eleitores impedidos de votar

O Governo da Guiné-Bissau apresentou um plano de consolidação do registo eleitoral, feito para as legislativas de Março, para corrigir dados eleitorais de quase 25 mil eleitores. Trata-se de eleitores que foram impedidos de votar nas eleições legislativas devido a falhas técnicas registadas durante o recenseamento eleitoral. Estas levaram a que o seu nome não constasse nos cadernos eleitorais, apesar de muitos terem cartão de eleitor.

A candidatura de Carlos Gomes Júnior considerou, em comunicado, que o “ato do Governo não se baseia em nenhuma lei do país e não reúne o consenso dos actores políticos nacionais”. O comunicado pede que todas as “partes interessadas” procurem um consenso, para garantir a “paz e serenidade” no país.

Governo não arreda pé

Recentemente, a ministra da Administração Territorial da Guiné-Bissau, Odete Semedo, disse que o processo de correcção das omissões de nomes vai continuar, apesar de críticas de alguns partidos. Semedo, que também coordena a pasta da gestão dos assuntos eleitorais, defendeu que as correcções em curso são normais e legais.

A ministra disse ainda estar confiante em como as eleições serão realizadas na data marcada, até porque, disse, o país já não tem um Presidente com poderes constitucionais para alterar a data prevista. O mandato do actual chefe de Estado, José Mário Vaz, candidato à sua própria sucessão, terminou formalmente no passado 23 de Junho. A campanha eleitoral começa oficialmente a 1 de Novembro.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »