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Governante considera preocupante situação dos refugiados

Angop

O secretário de Estado para Acção Social, Lúcio do Amaral, considerou hoje, quarta-feira, de preocupante a situação em que se encontram os 11 mil e 910 refugiados congoleses, na localidade de Muenhambulo, província do Kassai Central, na República Democrática do Congo, por falta de condições de sobrevivência.

Trata-se dos refugiados que estavam assentados no campo do Lóvua, Lunda Norte, que desde o dia 19 de Agosto do ano em curso, decidiram, unilateralmente, regressar voluntaria e espontaneamente ao país de origem.

Em declarações à imprensa, no final da sua visita de trabalho de 72 horas à província da Lunda Norte, o governante informou que os refugiados encontram-se retidos nesta localidade, aguardando que o governo congolês crie condições de transporte para serem distribuídos nas suas zonas de origem.

“Os refugiados estão concentrados nesta localidade, ao longo do rio, propriamente na fronteira de Tchicolondo, sem alimentação, água e assistência médica, condições estas que são da responsabilidade do governo congolês”, sublinhou.

Disse que o governo angolano vai manter contactos com as autoridades congoleses e o ACNUR para se encontrar soluções urgentes, a fim de se retirar os refugiados naquela zona, e distribuí-los para os locais de destino.

A visita do Secretário de Estado para Acção Social teve como objectivo constatar in-loco o processo de repatriamento voluntario dos refugiados congoleses e das condições logísticas nos dois lados (Angola e RDC).

Os 11 mil e 910 refugiados que já se encontram na RDC, fazem parte dos 18 mil e 800 que decidiram, unilateralmente, regressar ao país de origem.

Este processo, conta com apoio do governo que disponibilizou 21 camiões que continuam a assegurar o transporte dos refugiados, para além da alimentação e assistência médica que é assegurada durante o percurso até as fronteiras do Tchicolondo e Chissanda

No total estavam assentados no Centro de Acolhimento do Lóvua, desde Maio de 2017, 23 mil 684 refugiados.

A migração destes cidadãos congoleses para Angola resultou da violência extrema e generalizada resultante de tensões políticas e étnicas ocorridas na RDC.

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