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Bureau Político do MPLA aprecia Plano de Reconciliação

O Bureau Político do MPLA começou a apreciar ontem, na sua segunda reunião ordinária, o Plano de Reconciliação em Memória às Vítimas dos Conflitos Políticos registados em Angola de 1975 a 2002 e o programa de privatizações do sector empresarial público, peça importante para o desenvolvimento económico e social do país, escreve o JA.

No encontro, que prossegue hoje e está a ser orientado pelo presidente do partido, João Lourenço, também está a ser analisado o Pacote Legislativo Autárquico, referente às eleições aprazadas para o próximo ano, o estado actual e as perspectivas do sector da Educação e o programa de concessão de bolsas de estudo para que estudantes angolanos possam frequentar as melhores universidades do mundo.

O secretário do Bureau Político do MPLA para a Informação, Albino Carlos, disse que a reunião foi estendida para o dia de hoje, tendo em conta que muitas questões ficaram por abordar, devido ao adiantar da hora e à complexidade das questões agendadas.

O programa da reunião inscreve, igualmente, a abordagem de matérias sobre a vida interna do partido, tais como o nível de preparação do 8º Congresso Ordinário da JMPLA, a ter lugar de 10 a 12 de Outubro, em Luanda, e que se propõe, essencialmente, rejuvenescer as suas fileiras e estabelecer um equilíbrio de género nas estruturas de direcção, por forma a vencer os desafios do presente e do futuro.

O programa de comemorações do 63.º aniversário da fundação do MPLA, bem como a realização das conferências provinciais extraordinárias do partido, em Cabinda e no Cuando Cubango, devem, igualmente, ser aflorados.

O Bureau Político do MPLA, composto por 72 membros, é o organismo permanente de direcção do partido que delibera no intervalo das reuniões do Comité Central. Reúne-se ordinariamente uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que necessário, sob convocação do presidente do partido.

Programa prevê diálogo para a paz espiritual

O Executivo procedeu ao lançamento público do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos no dia 27 de Agosto. O ministro da Comunicação Social, João Melo, que apresentou o Plano, disse que se pretende proporcionar um mecanismo para o diálogo convergente no sentido de alcançar a paz espiritual da sociedade.

Segundo João Melo, pretende-se, igualmente, criar uma plataforma de abordagem dos pendentes de um passado doloroso que possam perigar a reconciliação. O Plano, disse, visa, também, dar tratamento às famílias e pessoas que sofreram os males resultantes de episódios de violência física ou espiritual e construir as bases para tratamento social e institucional dos males específicos causados no contexto da guerra civil.

O Executivo quer ainda, com este Plano, reforçar o mecanismo de justiça social, paz sustentável e prevenir a repetição de acontecimentos violentos no futuro. A ideia, segundo João Melo, é consolidar a harmonia entre todos os angolanos, independentemente das suas convicções políticas, partidárias, religiosas, éticas, culturais, orientação sexual, entre outras.

A Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos deve preparar e submeter à aprovação do Presidente da República um programa que contém um conjunto de acções para que se preste uma homenagem condigna à memória dos cidadãos que morreram em consequência dos conflitos políticos.

Esta comissão, segundo João Melo, deve propor mecanismos apropriados para identificar e comunicar-se com as famílias e entidades colectivas ou singulares com interesse no assunto e obter a cooperação que dela se espera. A Comissão, acrescentou, deve ainda apresentar sugestões sobre o modo como o Estado deve prestar uma homenagem condigna.

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