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Conselho dos direitos humanos da ONU denuncia crimes no Iémen

Imagens do conflito no Iémen entre forças pró-governamentais, apoiadas por coligação internacional e xiitas hutis que controlam a capital (Reuters)

RFI | João Matos

O Conselho da ONU dos direitos humanos divulgou hoje mais um relatório sobre a situação no Iémen que vive o pior conflito humanitário do mundo desde 2014. Os peritos da ONU interrogaram centenas de pessoas e estão convictos de que houve “múltiplos crimes de guerra”, sem que sejam obrigatoriamente condenados por um tribunal.

Peritos da ONU sobre o Iémen divulgaram hoje um relatório dando conta de “múltiplos crimes de guerra” que teriam sido cometidos pelos diferentes actores do conflito naquilo país.

“Ninguém tem as mãos limpas neste conflito”, afirmou um dos peritos da ONU, Charles Garraway, na apresentação do relatório à imprensa.

O grupo de especialistas sobre o Iémen, criado, em 2017, pelo Conselho dos direitos humanos das Nações Unidas, identificou, na medida do possível, “pessoas susceptíveis de serem responsáveis de crimes internacionais.

Os nomes que continuam confidenciais, foram encaminhados à Alta Comissária da ONU para os direitos humanos, a chilena Michelle Bachelet.

Um bom número das violações “não pode implicar a condenação de pessoas por crimes de guerra se queixas-crime forem encaminhadas para um tribunal independente e competente”, indicaram ainda os peritos, num comunicado.

Coligação internacional no Iémen não colaborou com a ONU

Apesar da falta de cooperação da coligação internacional, liderada pela Arábia saudita, e do governo do Iémen, o grupo de peritos pôde ouvir testemunhos de 600 pessoas entre vítimas e testemunhas das violações.

A Arábia saudita, apoia desde 2015 as forças pró-governamentais contra os rebeldes hutis que controlam vastas zonas do oeste do Iémen, inclusive, a capital, Sanaa.

O relatório refere-se a ataques e disparos aéreos que visam de modo indiscriminado populações civis, utilização da fome como arma de guerra, tortura, violações, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados ou recrutamento de crianças de menos de 15 anos.

Trata-se de um segundo relatório dos peritos da ONU, que detalha, pois, os crimes de guerra que terão sido cometidos durante o conflito no Iémen.

Desde 2014, este conflito fez dezenas de milhares de mortos nomeadamente numerosos civis, segundo ONG’s que trabalham sobre o Iémen, país mais pobre da Península arábica.

Enfim, segundo a ONU, essa guerra mergulhou o Iémen na pior crise humanitária do mundo.

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