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Feira do peixe movimenta cerca de sete toneladas de pescado

Jornal de Angola |Ana Paulo

Cerca de sete toneladas de pescado foram comercializadas durante a III edição da Feira Internacional das Pescas e Aquicultura, que terminou ontem em Luanda, somando 6,9 milhões de kwanzas com um volume de negócios estimado em 42 milhões de kwanzas.

O certame que teve inicio na passada quinta-feira, contou com a participação de 130 empresas, incluindo três estrangeiras, sendo uma de Portugal e igual número da Noruega e China.

No decurso da feira, foram apresentados 46 painéis, 18 dos quais relacionados com a revitalização da actividade científica, aquicultura, segurança e ambiente de negócio no sector das Pescas em Angola.

Segundo o porta – voz do evento, António Barradas, o número de empresas nacionais aumentou em relação às edições passadas, com mais 14 unidades.

Só não apareceram mais empresas estrangeiras, disse António Barradas, pelo facto de o evento ter sido anunciado tardiamente. “Este ano tivemos apenas três empresas estrangeiras, número muito abaixo do registado nas edições passadas, sobretudo à última em que contamos com a participação de empresas de países como a Rússia, Namíbia, Ghana e a República Democrática do Congo”, disse.

Satisfeita com a qualidade da feira, a representante da Noruega, Graça Cardoso, disse ter saído do evento com uma melhor percepção da indústria pesqueira angolana e com ideias mais claras sobre as principais áreas de negócios nesse nicho de mercado.

Presente em Angola desde 1978, Graça Cardoso lembrou que a empresa norueguesa “ANDREAS” exporta para Angola 700 toneladas de bacalhau por ano, cifra que pode subir com a introdução no pacote do chamado “macaiabo”, peixe muito procurado nos dois Congos, Brazzaville e Kinshasa.

“Já temos três parceiros angolanos que importam os nossos produtos e estamos disponíveis a reforçar a nossa presença em Angola com outros parceiros”, disse Graça Cardoso.

Realizada sob o lema “Pescas e Mar, Revitalizar o Sector, Rumo ao Desenvolvimento”, a feira contou com um mercado de peixe, no qual participaram 20 mulheres, entre vendedoras ambulantes e processadoras de pescado.

Provenientes de distintos pontos do país, as mais destacadas foram as peixeiras da província do Zaire. Entre os atractivos, foram vendidos na feira peixe fresco grelhado sob as brasas, à moda da Ilha do Cabo.

Ministra Maria Antonieta defende aposta nas novas tecnologias

A ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, defendeu a necessidade de se revitalizar o sector, com o uso de tecnologias de informação e procedimentos administrativos informatizados, para tornar a gestão das pescas célere em Angola.

Ao falar na abertura do ciclo de conferências da 3ª edição da Feira Internacional das Pescas e da Aquicultura de Angola, Maria Antonieta Baptista sublinhou que o asseguramento e sustentabilidade da indústria e a protecção do ambiente marinho exige esforços coordenados.

Para a governante, a gestão dos recursos marinhos dever ser efectuada de forma holística, criando um ambiente de investimento assente no equilíbrio económico e na conservação do ecossistema, com empresas economicamente saudáveis e socialmente responsáveis.

A ministra destaca o investimento das empresas na área da inovação e das novas tecnologias, uma acção que espelha a grande variedade de produtos embalados em formatos diferenciados e os materiais sustentáveis, resultantes do esforço de modernização e melhoria da eficiência dos processos produtivos e qualidade dos produtos.

O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022 prevê atingir 614 mil toneladas contra as actuais 480 mil toneladas/ano de pescado.

A 3ª edição da Feira Internacional das Pescas e Aquicultura (FIPEA), que decorreu no Porto Pesqueiro sob o lema “Revitalizar o Sector Rumo ao Desenvolvimento”, estendeu-se até ontem. O evento visou criar um ambiente de exposição e de melhoria de negócios, com reflexo no crescimento empresarial e socioeconómico do país.

Mais de 100 empresas do sector pesqueiro participaram nesta terceira edição da Feira Internacional das Pescas e Aquicultura (FIPEA), aberta quinta-feira pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

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