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Basquetebol/Mundial2019: Angola à “beira” do último lugar do grupo D

PORMENOR DE UM JOGO DA SELECÇÃO DE BASQUETEBOL (BRANCO) (FOTO: GASPAR SANTOS)

Apática e desorientada, sobretudo no capítulo táctico, a selecção nacional continua sem apresentar o seu característico basquetebol no mundial da China 2019, onde, após o segundo desaire esta segunda-feira, arrisca-se a ocupar o quarto e último lugar do grupo D.

Na Arena Internacional dos Desportos de Foshan, avança Angop, a formação orientada pelo norte-americano Willian Voigt voltou a evidenciar falta de acutilância e capacidade competitiva ao nível exigido em competições do género, pelo que acabou copiosamente derrotada (61-92) pela Itália, à semelhança do jogo anterior (59-105) frente aos sérvios.

Presa nos movimentos, tanto ofensivo quanto defensivo, e pouco assertiva nos lançamentos, sobretudo de três pontos, a equipa cedo “entregou” o jogo ao adversário, despertando, tardiamente, na etapa complementar, durante a qual equilibrou os dois últimos quartos com parciais de 21-26 e 20-22.

Mas, a contrastar com o esforço de recuperação dos angolanos, foi também nesta fase do jogo em que os italianos atingiram diferença de 35 pontos (44-79), a maior registada na partida, embora a formação liderada por Belinelli (17 pontos) tivesse feito boa parte do seu trabalho antes do intervalo.

Do lado angolano havia muitas perdas e ao cabo dos dois primeiros dois períodos, de 10 minutos cada, os “principais jogadores, ou seja, constituintes do cinco inicial, pareciam carecer ainda de algum tempo de aquecimento para entrar verdadeiramente no desafio.

Foi necessário que Leonel Paulo e Valdelício Joaquim “saltassem” do banco de suplentes para co-liderar o grupo com seis pontos cada, quando o resultado era já bastante desfavorável (21-44) ao intervalo.

Na primeira parte, a selecção tentou oito triplos e apenas converteu um, por Gerson Domingos, numa altura em que José António tinha somente um ponto, Yanick Moreira quatro, Carlos Morais e Reggie Moore não tinham qualquer ponto, mas ainda assim permaneciam por longo período em campo, situação aproveitada pelo adversário.

O conjunto nacional esteve abaixo dos italianos em todos os itens do jogo e nem mesmo o apoio dos mais de 500 chineses que decidiram fazer oposição a formação europeia ajudou.

Yanick ainda tentou “remar contra a maré”, mas os seus 15 pontos foram insuficientes para evitar o segundo desaire consecutivo, num jogo em que foi coadjuvado por Leonel 12 pontos, e Morais 10, sendo Reggie Moore a decepção sem pontuar em 24 minutos e 22 segundos em campo.

Perante esta situação, à equipa nacional, terceira classificada do grupo com dois pontos, resta somente o desafio de quarta-feira com os filipinos, quarto com o mesmo número de pontos, mas em desvantagem por ter saldo negativo elevado, após perder também hoje frente à Sérvia por expressivos 67-126.

Itália e Sérvia, com quatro pontos cada, estão apuradas aos oitavos-de-final, ao passo que Angola e Filipinas, independentemente do resultado entre si, disputam as classificativas do 17º ao 32º lugares.

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