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Cuito festeja 84 anos de existência

BIÉ: VISTA PARCIAL DA CIDADE DO CUITO (FOTO: LEONARDO CASTRO)

Angop | Serafim Canhanga e Manuel Victor Gonçalves

A cidade Cuito, província do Bié, festejou neste sábado (31 de Agosto) 84 anos de existência, com novo “rosto” e o surgimento de empreendimentos sócio-económicos que lhe retiram a triste imagem de destruição da guerra civil.

Reza a história que o distrito do Bié foi fundado em 1922, século VXIII, por Vié, caçador de elefantes de origem Umbi, que depois de se instalar na região de Belmonte tornou-se o soberano da região.

Vié veio a chamar-se mais tarde de vila de Silva Porto, actual cidade do Cuito.

A Vila de Silva Porto, segundo fontes escritas, foi elevada à categoria de cidade pelo diploma legislativo nº 740 de 31 de Agosto de 1935, sob proposta dos habitantes, por ser uma região onde iniciaram as campanhas de penetração portuguesa com destino ao leste de Angola.

Antes da chegada dos portugueses naquela parcela do país, o tratamento das doenças era feito tradicionalmente. Em 1931 foi construído o Hospital Indígena (actual hospital provincial), que só atendia pessoas que faziam parte da classe dos assimilados.

Anos depois, surgiram as missões do Kamundongo e Chilonda (Igreja Evangélica Congregacional de Angola) e a da Chanhora, afectas à igreja Católica, que contribuíram para a assistência sanitária à população e para o processo de ensino e aprendizagem.

Fazem parte do município as comunas do Kunje, Trumba, Chicala e Cambandua, com uma extensão de 4.814 quilómetros quadrados, e mais de 800 mil habitantes, distribuídos em quatro comunas.

Cuito é um dos nove municípios que compõe a província do Bié, situado no planalto central de Angola, a 82 quilómetros do centro geodésico do país, Camacupa.

Habitam na cidade vários grupos etnolinguísticos, sendo a maior parte ovimbundos e outros em menor quantidade como os ovinganguelas, tchokwe e songos.

Elevada à categoria de cidade em 1935, sob proposta dos seus habitantes, Cuito ganha vida e fulgor, em vários domínios, fundamentalmente dos transportes e da energia eléctrica.

Um dos empreendimentos mais notáveis da última década na localidade é o Aeroporto Joaquim Kapango, reabilitado, modernização e reinaugurado em Setembro de 2009.

As obras, avaliadas em USD 18 milhões, abrangeram o alargamento da pista do aeroporto em mais 200 metros de comprimento e 45 metros de largura, que lhe permitem receber aviões Boeing 737-700.

Com essas mudanças, o aeroporto passou a receber aviões de pequeno, médio e grande porte, entre os quais os Boeing 777-700, dando novo impulso à vida produtiva do Bié.

Além da pista, a infra-estrutura aeroportuária regista obras na nova aerogare, iniciadas em Fevereiro de 2017. Os trabalhos, a cargo do Ministério dos Transportes, estão em fase conclusiva (98/99 porcento de execução) e orçam em USD 45 milhões.

A intervenção prevê ainda a construção do terminal de passageiros, edifício de operações e de uma torre de controlo com 4.500 metros quadrados, incluindo a recuperação do edifício de passageiros.

As obras vão abranger, igualmente, a construção da central eléctrica, área de acesso ao aeroporto, parque de estacionamento e do terminal de cargas.

Outro indicador de desenvolvimento do Cuito é o aumento da disponibilidade de energia elétrica que chegou, hoje, à cifra de 46 megawatt (MW).

A capital do Bié beneficia, desde Março último, de 30 megawatts (MW) de energia eléctrica proveniente da Barragem de Laúca (Malanje), potência que se junta a 14 outros produzidos nas centrais térmicas do Huambo e Cuito e duas outras de grupos geradores.

A interligação é suportada por uma linha de transporte de energia de alta tensão entre as regiões do Gove (Huambo) até atingir a cidade do Cuito, Bié.

Neste momento, decorre na cidade do Cuito a instalação de mais uma central térmica com capacidade de 20 MW, para servir de fonte alternativa à cidade.

Entretanto, grande parte dos bairros periféricos da cidade do Cuito, nomeadamente Piloto, Catemo, Azul I e II, Gele, Lissimo e Militar, ainda aguardam pela distribuição de água potável, que deve ser um facto na primeira quinzena de Setembro.

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