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A cimeira da tecnologia blockchain no Dubai

(Euronews)

Euronews

Depois de um início discreto, como tecnologia para registar transações de criptomoedas, a blockchain é vista hoje como uma tecnologia que pode revolucionar vários aspetos do nosso quotidiano.

A Blockchain é descrita como uma forma transparente e descentralizada de registar transações. Cada transação é agrupada num conjunto com outras transações num “bloco”, que é adicionado como o último link numa “cadeia”.
O potencial da blockchain

A euronews esteve na cimeira mundial da blockchain em abril, no Dubai. Uma das grandes empresas de software mundiais exemplificou o potencial da blockchain a partir do ciclo de vida de um ananás. “Aqui temos um exemplo a partir do ciclo de vida de um ananás. A cadeia começa obviamente com o agricultor. A tecnologia mostra se ele tem um certificado que tem de ser carregado para se fazer o registo. Depois há o trabalhador agrícola que colhe os produtos. Quer assegurar-se de que ele segue a colheita todos os dias. Para isso ele só precisa ter uma aplicação no telemóvel para registar o número de quilos, a data da colheita e o número de identificação das caixas. Isso também é rastreado na blockchain, para que, quando o cliente quer fazer o pagamento, seja possível comparar o preço de mercado, para garantir que o pagamento é justo. Quando temos mercadoria que viaja por exemplo da América do Sul para a Europa, pode ver-se logo, ao longo do caminho, todos os intermediários. Ao mesmo tempo, é preciso monitorizar a temperatura e o cliente pode verificar os dados do sensor em tempo real. Ao mesmo tempo, a alfândega é geralmente uma etapa problemática no transporte. A blockchain, cadeia de blocos, uma plataforma segura, pode permitir o acesso aos agentes alfandegários, para que eles possam fazer uma verificação prévia e acelerar o envio”, explicou Shahd Abdelrahman, consultora da empresa SAP.

Soluções de tecnologia médica

A capacidade de transmitir dados de forma segura e de poder avaliá-los em tempo real pode ser algo revolucionário, nomeadamente na área da saúde. “É um novo padrão ao nível do rastreamento. Permite aos pacientes verificarem se o medicamento é seguro, se foi exposto a elevadas temperaturas ou adulterado e que vem do local certo, não foi desviado para outro local”, explicou Wassim Merheby, presidente da Dhonor HealthTech.

Através de um botão é possível comunicar diretamente com um auxiliar de saúde. “Usamos a etiqueta RFID que é um instrumento anti-adulteração, um adesivo que está na parte de dentro, se a embalagem tiver sido aberta previamente, o sistema envia a informação de que esse medicamento não é seguro. Se um paciente usou o medicamento e sofreu efeitos secundários, pode comunicar diretamente com as autoridades de saúde, com o médico e o fabricante, basta carregar num botão”, acrescentou o responsável.

A aplicação permite consultar e partilhar o historial clínico com o médico. “Ao darmos este passo em diante para permitir que o paciente verifique por si próprio o medicamento, obtemos dez mil vezes mais dados em relação ao que se passa atualmente e permite-nos oferecer muitos serviços ao fabricante e saber de forma imediata se há um produto que deve ser recolhido. A empresa pode gerir facilmente as provisões estratégicas de um país ou cidade e saber a quantidade de produtos seguros e onde estão a ser vendidos e como manter as provisões dos vários medicamentos com a mesma funcionalidade. Se o paciente autorizar, os médicos podem ver os seus dados num período específico ou para uma doença específica”, especificou Wassim Merheby.

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