Ensa
Portal de Angola
Informação ao minuto

Obra de Manuel Rui revisitada em tertúlia

ESCRITOR MANUEL RUI (FOTO: BRAÚLIO PEDRO)

Angop

Elementos da textualidade, como coesão, intenção, tempo, imaginação para a narrativa da construção da obra “Quem Me dera Ser Onda”, de Manuel Rui Monteiro, constituiu um dos momentos do encontro entre o autor e os leitores, no Memorial Agostinho Neto, em Luanda.

O encontro aconteceu na quinta-feira, durante uma Tertúlia denominado “Textualidade” em que interagiu com os leitores, num processo constituinte da comunicação literária.

Manuel Rui apontou, dentre várias obras, “Quem me dera ser onda”, como um dos marcos da sua carreira, contando actualmente com 25 mil exemplares vendidos pelo mundo, por todo contexto imaginário e interpretativo que o levou a ser mal visto durante algum tempo.

De acordo com o autor, o exercício sobre o texto compreendeu vários parâmetros, como forma de organizar bem as informações, ser convincente e fazer um encadeamento imaginário das ideias, levando o leitor a perceber o que se quer passar.

Por seu turno, o director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, frisou a relevância do escritor e compositor para o cenário das artes, elevando o país ao reconhecimento internacional.

Referenciou ainda o facto de ter musicado um dos seus poemas intitulado “Poeta”, devido a beleza da construção da mensagem.

O responsável, que também cantou um trecho da mesma música, frisou a necessidade de maior leitura para a descoberta da grandeza do conteúdo da vida e obra desta e de outras figuras renomadas da literatura angolana, que são cidadãos do mundo e nem por isso abandonam as suas vivências e as documentam.

Manuel Rui Monteiro Nasceu na província do Huambo em 1941 e licenciou-se pela universidade de Coimbra (Portugal), onde desenvolveu advocacia e foi membro fundador de Centro de Estudos Jurídicos.

Dentre as suas obras constam “Regresso Adiado”, “A Caixa”, “Cinco Dias de Independência”, “O Semba da Nossa Ortografia”, “Quem Me Dera ser Onda (Premiado em 1980), “Crónica de Mujimbo”, “Ombela”.

Também pode gostar

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »