- Publicidade-
InicioDestaquesLinha de montagem da Toyota em Angola ronda os USD 200 milhões

Linha de montagem da Toyota em Angola ronda os USD 200 milhões

Cerca de 200 milhões de dólares norte-americanos é o valor estimado para a construção em Angola de uma linha de montagem de viaturas Toyota, revelou nesta sexta-feira, em Yokohama (Japão), o presidente da multinacional japonesa, Tchiro Kitaoka.

Segundo a Angop, o repto para a construção de uma linha de montagem da Toyota no país foi lançado pelo Presidente da República, João Lourenço, durante uma audiência que concedeu a Tchiro Kitaoka, à margem da Sétima Conferência Internacional de Tóquio Para o Desenvolvimento de Africa (TICAD7).

Segundo o presidente da Toyota, que falava à imprensa angolana no final da audiência, aquele valor serviria para aquisição dos espaços e a construção da linha de montagem e de edifícios para escritórios.

Numa primeira fase, sublinhou, a ideia seria criar uma linha de montagem para viaturas e depois avançar para uma fábrica de peças sobressalentes para o mercado interno.

“Certamente, a nossa tarefa será trabalhar com Angola e para Angola e, dessa forma, ir ganhando a confiança do Governo cada vez mais a nível do mercado interno”, disse.

O estadista angolano abordou com o gestor da Toyota os projectos que a empresa japonesa está a desenvolver em Angola, mormente mormente a reabilitação, modernização e expansão do Porto do Namibe.

O presidente da Toyota afirmou que o porto é um projecto onde estão engajados há já algum tempo, frisando que, se tudo correr bem, a partir do primeiro trimestre do próximo ano iniciam os trabalhos da fase mais avançada do empreendimento, que começou a ser reabilitado em 2007.

Além da audiência que concedeu ao presidente da Toyota, a agenda do Presidente João Lourenço, nesta sexta-feira, inclui um “chá da tarde”, oferecido pelo Imperador Naruhito. João Lourenço participou na TICAD7 a convite do primeiro-ministro do Japão, Shinzu Abe.

No primeiro dia dos trabalhos, o Presidente angolano interveio no painel “Aceleração da transformação Económica e melhorar o ambiente de negócios, através da inovação e envolvimento do sector privado”, dedicado aos líderes africanos que participaram na TICAD7, cujos trabalhos encerraram essa tarde, na cidade de Yokohama..

Na ocasião, João Lourenço disse que o Executivo angolano está a implementar um amplo programa de melhoria do ambiente de negócios, para atrair o investimento privado nacional e estrangeiro.

Sublinhou que o programa de melhoria do ambiente de negócios, em implementação com o apoio do Banco Mundial, tem permitido simplificar os procedimentos e reduzir o tempo dos diversos serviços públicos prestados ao sector privado.

A par do programa de melhoria do ambiente de negócios no país, o Chefe de Estado disse que, com o apoio do BM, o Governo angolano está a implementar um amplo programa de privatizações de empresas e activos públicos, um processo que se estende até 2022.

Afirmou que, com esse processo de privatizações, pretende-se promover o crescimento económico de Angola, fomentando o investimento privado e o aumento da oferta de emprego no país.

A delegação angolana aproveitou a TICAD7 para consolidar as relações de cooperação com várias instituições financeiras japonesas, ao rubricar um memorando com o Banco JBIC que abrirá portas para o inicio de negociações para novos financiamentos, cujo tecto está estimado em 400 milhões de dólares norte-americanos.

O JBIC é o banco responsável pelo financiamento do projecto de recuperação do Porto Comercial do Namibe e das três unidades têxteis de Angola, nomeadamente SATEC, Alassola e Textang II.

No quadro da TICAD7, o governo nipónico, através das suas empresas e agências, está a promover a construção de infra-estruturas de qualidade para sustentar o crescimento e desenvolvimento de vários países africanos.

Em Angola, financiou as duas primeiras fases de reabilitação do Porto do Namibe, a recuperação das unidades têxteis e o financiamento de equipamentos para o cabo de fibra óptica.

Recentemente, assinou um novo acordo para implementar o projecto integrado da Baía do Namibe, iniciativa que vai permitir expandir o porto e recuperar o terminal mineiro do Saco-Mar, para viabilizar o projecto de extração e exportação de ferro da província da Huíla.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.