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Hospital Geral regista aumento de casos de hipertensão arterial

Mil e 29 casos de hipertensão arterial deram entrada no serviço de urgência do Hospital Geral de Benguela (HGB), no primeiro semestre deste ano, dos quais 24 resultaram em morte, informou, hoje, segunda-feira, a directora clínica adjunta da instituição, Laura da Conceição Campos.

Segundo a responsável, que falava à Angop, em igual período de 2018, o HGB registou 934 casos e 20 mortes, devido a agudização da situação (acidente vascular cerebral).

A directora clínica afirmou que os casos de hipertensão em crise estão relacionados a factores de risco, sobretudo em pessoas acima dos 40 anos de idade, nomeadamente os modificáveis e os não modificáveis.

Apontou como factores não modificáveis, a idade, o sexo e a hereditariedade, ao passo que, entre os modificáveis, ressaltam os hábitos sociais, mormente os alimentares, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo, a obesidade, o consumo excessivo de sal e de carnes vermelhas, que influenciam na doença hipertensiva, principalmente para pessoas com idades superiores aos 40 anos.

Laura Campos adiantou que, em termos de cuidados, os cidadãos são chamados a adoptarem bons hábitos alimentares, abster-se do tabagismo, das bebidas alcoólicas e do consumo desregrado de sal, favorecendo o controlo hipertensivo, assim como devem praticar exercícios físicos, preferencialmente sob supervisão de um especialista.

Quanto ao pessoal médico especializado disponível, frisou que o HGB não dispõe de médicos especialistas só para atender hipertensos, mas conta com quatro médicos angolanos e dois de nacionalidade cubana que se dedicam ao atendimento a esses doentes (vulgos médicos internos), além daqueles que atendem na Unidade dos Cuidados Intensivos (UTI).

“Esse número é ínfimo para suprir a demanda. A unidade hospitalar conta no geral com 46 médicos especialistas apenas, entre cubanos e angolanos, para um universo de 632 camas”, disse.

Na sua óptica, os concursos públicos deveriam ter isso em conta e que fossem mais regulares, porque a dimensão da estrutura fala por si.

Por outro lado, indicou que as complicações hemorrágicas são as mais difíceis de recuperar, resultando algumas destas em mortes, ao passo que os acidentes cardiovasculares “isquêmicos” são os mais práticos de tratar, com fisioterapia em caso de necessidade.

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