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Presidente da Itália quer que partidos formem governo até terça-feira

Reuters

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, deu aos partidos políticos italianos nesta quinta-feira cinco dias para entenderem-se e formarem governo que resolva a crise política do país e evite uma eleição antecipada.

A terceira economia da zona do euro passa por uma turbulência política depois que meses de disputas internas acabaram forçando o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, a renunciar em meio aos preparativos para o Orçamento de 2020.

Ao falar a jornalistas no palácio presidencial após dois dias de negociações com os partidos, Mattarella disse que a dissolução do Parlamento apenas 17 meses depois das últimas eleições era uma decisão que não deveria ser menosprezada.

Mattarella disse que alguns partidos haviam dito que tentavam formar uma maioria sólida, ao que ele pediu que reportassem novamente na terça-feira para mais dois dias de conversas.

“Eu tenho o dever de pedir decisões rápidas”, disse o presidente de 78 anos, citando a urgência dos compromissos da Itália com a União Europeia e sua difícil situação econômica.

Mattarella não citou nominalmente nenhum partido, mas há esperanças de que um acordo seja atingido entre o Movimento 5-Estrelas, que se diz anti-establishment, e governava desde ano passado com o partido de extrema-direita Liga, com a agremiação de oposição de centro-esquerda Partido Democrático (PD).

Na quinta-feira o PD estabeleceu condições duras para um acordo, aumentando as chances de uma nova eleição no outono. Entretanto, a situação é fluida, há muito espaço para negociar, e Mattarella ofereceu tempo aos partidos.

A queda do governo foi desencadeada pelo partido Liga, cujo líder, Matteo Salvini, declarou o fim da coalizão governista duas semanas atrás dizendo que não conseguia mais trabalhar com o 5-Estrelas, seu parceiro na aliança, por conta da política econômica.

Salvini, que também é ministro do Interior, pediu eleições antecipadas para capitalizar sua popularidade crescente nas pesquisas e voltar como premiê, com autoridade para iniciar uma grande ofensiva de gastos no ano que vem e desafiar as regras fiscais da União Europeia.

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