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Zaire: Responsável denuncia colégios ilegais

O director da Educação no município de Mbanza Kongo, província do Zaire, Garcia Moniz Ramos, denunciou nesta terça-feira, a proliferação de colégios privados ilegais na região que se fazem passar por centros de alfabetização. (DR)

O director da Educação no município de Mbanza Kongo, província do Zaire, Garcia Moniz Ramos, denunciou nesta terça-feira, a proliferação de colégios privados ilegais na região que se fazem passar por centros de alfabetização.

Falando na abertura de um seminário de capacitação de alfabetizadores e facilitadores, o responsável, citado pela Angop, argumentou haver colégios ilegais em funcionamento, que no início da sua actividade se apresentaram como centros de alfabetização.

Precisou que o município controla 13 colégios, do ensino primário ao primeiro ciclo do ensino secundário, mas apenas dois estão legalizados.

Para Garcia Ramos, uma das estratégias para conter o surgimento de instituições de ensino privado ilegais passa pela construção de escolas estatais com maior capacidade de absorção de alunos, nas zonas onde se encontram os referidos colégios.

Citou os bairros 11 de Novembro, 4 de Fevereiro e Álvaro Buta como os que mais défices apresentam em termos de salas de aula, sendo, deste modo, as áreas onde mais proliferam colégios não legalizados.

A criação de uma comissão de acompanhamento de processos de legalização de escolas privadas na circunscrição constitui outra medida avançada para inverter a situação.

Por outro lado, Garcia Moniz Ramos reconheceu o estado precário e degradante de alguns centros de alfabetização, tutelados por organizações parceiras, tendo recomendado a melhoria das condições de trabalho e aprendizagem.

Apontou também como irregularidades verificadas, a mistura de alunos do ensino regular com os do subsistema de ensino de adultos numa mesma sala, facto que considera uma violação ao preceituado, para além de dificultar o processo de ensino e aprendizagem.

Referiu-se também à falta de planos curriculares por parte de alguns centros privados de alfabetização, processos individuais de alunos, assim como a inexistência de alfabetizadores com vocação pedagógica.

De 2014 a 2018, a localidade alfabetizou 25 mil e 636 cidadãos adultos no método denominado “Aprender a Ler e Escrever”, dos quais 14 mil e 13 foram do sexo feminino.

O município de Mbanza Kongo possui 24 centros de alfabetização em funcionamento, que absolvem seis mil e 59 alfabetizandos no presente ano lectivo, com a duração de oito meses, subdividido em duas fases de quatro meses cada.

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