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Novo declarante acrescenta “provas” contra o comissário Massota

(Foto: César Magalhães)

O julgamento do comissário Massota, acusado de dezenas de crimes de burla por defraudação, que estava suspenso há cerca de duas semanas, voltou à sala do Supremo Tribunal Militar, em Luanda, com a audição do seu antigo “homem de campo”, o civil Gaspar Fernando, que disse ter entregado 12 milhões de kwanzas ao oficial para abrir ilegalmente a porta da corporação a 39 elementos.

Segundo o Novo Jornal Online, a revelação de Gaspar Fernando foi feita na terça-feira, no momento em que respondia às perguntas dos juízes do Supremo Tribunal Militar (STM), que julga os réus Francisco Massota, como principal arguido, e ainda Veloso Francisco Moisés, Belchior Cussendalo Vemba, Elsa Maria Manuel, Elizandra Alfredo Tomás, Márcia Alfredo Silvestre Crispim.

Gaspar Fernando revelou que,, com a ajuda de um amigo, recrutaram um grupo de 39 elementos com anuência do comissário Massota, para serem enquadrados na Polícia Nacional sem passarem pelo concurso de ingresso na corporação.

“Todos os jovens que solicitamos trouxeram os valores e processos individuais para serem incorporados na polícia”, disse o declarante, acrescentando que o total dos valores que angariaram, e depois fizeram chegar nas mãos do comissário Massota, “foram 12 milhões de Kwanzas”.

O declarante disse ainda que os 12 milhões que entregou ao réu Francisco Massota não têm nada a ver com os 30 milhões de Kwanzas que a ré Elizandra Tomás confessou em audiência ter entregado ao comissário para os mesmos fins.

“Nunca tive contacto com a ré Elizandra Tomás, os valores que fiz chegar ao comissário Massota não têm nada a ver com o trabalho que a Elizandra fez para ele. Só tive o conhecimento da Elizandra quando o caso tornou-se público”, revelou.

O declarante, tal como o comissário Massota, pediu protecção ao tribunal por fazer estas revelações por temer pela sua vida.

“Estou a prestar declarações mas temo pela minha vida, não sei se amanha irei acordar, por favor me dêem ajuda”, apelou.

Durante as declarações de Gaspar Fernando, a defesa do comissário Massota protestou e pediu ao tribunal para abrir um processo-crime, de calúnia e difamação, contra o declarante, acusando a defesa da ré Elizandra Tomás de coagir o declarante a mentir em tribunal.

Já a defesa da ré Elizandra Tomás disse ao juiz, tenente general Salvador Domingos, que o declarante é que a procurou no seu gabinete e pediu para depor porque ouviu pela comunicação social a situação deste processo.

“Venerando, eu não conheço este senhor e nunca tinha visto antes, ele (o declarante) foi ter comigo no meu escritório de advogados e disse que tem muita coisa a declarar sobre o réu Francisco Massota”, disse.

Durante a discussão entre os advogados dos réus, o juiz solicitou audição de uma “Pen Drive”, que a defesa da ré Elizandra apresentou aos magistrados com conteúdos que incriminam o réu Francisco Massota.

O advogado do réu Massota contestou a decisão do tribunal, argumentando que não podiam ouvir o áudio sem terminarem de ouvir as duas últimas declarantes e a audição foi recusada pelo tribunal.

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