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Histórias sobre Luanda abrem festa da canção

General Kambuengo é o convidado especial do projecto da Rádio Luanda Antena Comercial (Fotografia: João Gomes | Edições Novembro)

Jornal de Angola

A festa da canção de Luanda acontece este ano, no dia 22 de Setembro, no Clube Naval, na Ilha, com uma homenagem, feita em formato rapsódia, às histórias musicalizadas que, por anos, marcaram o quotidiano dos habitantes da capital.

A rapsódia de canções, a ser interpretada por vários músicos, é o foco principal da 22ª edição do festival e tem como principais intérpretes os músicos Acácio Bambes, Bela Chicola, Carla Moreno, Augusto Chakaya, Edizila, Erica Nelumba, Ivan Alekxei, Lina Alexandre, Sabino Henda e Voto Gonçalves.

O festival, realizado no âmbito da Bienal da Cultura de Paz, a ter lugar de 18 a 22 de Setembro, em Luanda, tem como convidado especial desta edição o músico Eduardo Paim, escolhido pelo contributo dado, por anos, ao desenvolvimento da kizomba e por ter marcado uma geração de fãs e incentivado milhões de jovens artistas.

“Eduardo Paim é um artista que entra no espírito de festa e é uma justa homenagem prestada a um dos iniciadores do movimento kizomba, ligado à Rádio Luanda Antena Comercial (LAC) desde a sua criação. É da sua autoria o indicativo que usamos nos momentos de informação”, explicou a organização em comunicado de imprensa.

A direcção da LAC destaca ainda no comunicado de imprensa o facto de estar a prestar uma especial atenção, este ano, ao género kizomba, devido ao actual nível de difusão pelo mundo e a quantidade de fãs que conseguiu obter.

Por ter ajudado a colocar o país na rota do mundo, através da música e da dança, a kizomba é um dos destaques desta edição. “Quando se festeja a África, nada melhor do que dar destaque a esta dança tão ex-pandida pelo mundo”, realça o documento.

Durante o festival, perspectiva a organização, o público tem a oportunidade de perceber o porquê de a kizomba, mesmo não sendo o tema das canções em concurso este ano, estar entre as distinções desta edição e ser recordada pelos vencedores das competições anteriores de dança realizados pela LAC.

Este ano, o Festival da Canção traz dez concorrentes na disputa pelo prémio máximo do concurso, cujo júri é composto por Manuel Gonçalves, Upale Mónica, Niki Mene-zes, Anabela Aya e Lito Costa. Como habitual, os membros do júri vão analisar os candidatos, com base na apresentação e interpretação das canções, e depois eleger o vencedor do Grande Prémio e das outras quatro categorias, nomeadamente, me-lhor letra, interpretação, voz e produção.

A organização do festival decidiu também adequar, este ano, o conceito do festival aos propósitos da Bienal de Luanda e torná-lo “numa plataforma para o desenvolvimento e a consolidação da cultura de paz e não-violência, ao ponto de desencadear um novo movimento pan-africano capaz de promover a diversidade cultural e a unidade africana.”

“Desde logo, procuramos uma palavra em língua nacional para reunir o significado de festa e de paz. Surgiu assim kutululuka”, lê-se no comunicado da organização, que realiza hoje, às 17h30, nas instalações da LAC, em Luanda, uma conferência de imprensa para esclarecer mais detalhes sobre o festival.

Um incentivo aos criadores e à originalidade

O Festival da Canção é um concurso anual, criado por ocasião do aniversário da LAC, 25 de Setembro. O objectivo é incentivar a canção, pela criação de uma simbiose entre o tradicional angolano e o moderno universal, para o desenvolvimento de originais de qualidade.

O regulamento do concurso destaca o facto de este privilegiar a canção, entendida como género literário do modo lírico, valorizando a melodia, a harmonia e o ritmo (lento e moderado), assim como os compositores angolanos.
O concurso foi criado ainda com o propósito de mostrar a diferença entre compositor/autor e intérprete.

Entre os objectivos do festival, destaca-se a contribuição para a consciencialização e respeito pelos valores artísticos da sociedade angolana, veiculados pela música.

A motivação dos músicos e compositores, de forma a desenvolverem e aprofundarem as aptidões artísticas dentro do espírito da competição saudável, também consta do regulamento, de acordo com o qual podem participar no festival compositores, residentes ou não em Angola, e produtores musicais. Porém, a organização informa que não podem participar no concurso os compositores e intérpretes premiados nas duas edições anteriores à actual, em preparação.

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