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Impossível parar êxodo de Angola de refugiados congoleses, diz ministro da defesa

No Cuango, os deportados tiveram que ir a pé até a fronteira (DR)

VOA | Fernando Caetano

O ministro da defesa angolano Salviano Sequeira disse não ser possível parar o êxodo dos refugiados da República Democrática do Congo que estão a abandonar o campo do Lóvua na Lunda Norte ignorando apelos para que aguardem um repatriamento controlado.

Sequeira deslocou-se de emergência ao local depois de ter sido noticiado que pelo menos 8.000 dos 23.000 refugiados ali estacionados tinham abandonado o campo iniciando uma caminhada a pé de regresso ao seu país.

Os congoleses continuam a deixar livremente o campo do Lóvua queixando-se de maus tratamentos por parte da Agência das Nações Unidas para os Refugiados ACNUR.

“Por aquilo que a gente teve a ocasião de presenciar, não é possível parar a vontade dos refugiados em continuarem a marcha em direcção à fronteira”, disse o ministro da defesa, acrescentando que um programa de repatriamento estava planeado aguardando-se apenas pela opinião do governo da República Democrática do Congo.

Salviano Sequeira disse ser necessário garantir a segurança daqueles que estão a regressar particularmente mulheres e crianças.

Garante o apoio do governo angolano naquilo que tem a ver com a segurança dos refugiados. Muitos dos refugiados queixam-se abertamente das acções da ACNUR a que eles se referem pela sigla inglesa HCR.

“Os agentes do HCR estão se comportar mal. Não tem nem comida nem nada por isso nós já estamos a voltar em Congo”, disse um dos refugiados
“O governo de Angola no recebeu bem no país deles agora a maca que está aqui mesmo é só que a HCR não está nos guardar bem”,disse outro refugiados que acrescentou que “os filhos também não estão a estudar bem nessa mata, queremos voltar para nossa terra para os nossos filhos irem estudar também”.

O ministro da defesa angolano reuniu-se com representantes do ACNUR e responsáveis do governo da Lunda Norte para se traçar estratégias de ajuda aos refugiados que querem regressar.

Estava também prevista uma reunião tripartida entre Angola, RDC e o ACNUR.

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