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AIBA: aumento do IEC nas bebidas vai causar despedimentos no sector

Huíla: Fábrica de cerveja N´gola (Foto: José Filipe)

Mercado

O aumento do Imposto Especial do Consumo (IEC) de 16% para 25%, no caso das bebidas alcoólicas, e de 2% nos refrigerantes e águas, põe em risco muitas empresas e empregos do sector, alerta a Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA).

Em comunicado, a AIBA diz-se “surpreendida”, com a entrada em vigor do aumento do IEC sem prévia consulta aos empresários, considerando que, se estes tivessem sido ouvidos, poderiam “fazer uma correcta avaliação do impacto tremendamente negativo que este aumento provoca no sector das bebidas que vem já sofrendo muito com o cenário que o País atravessa”.

“A medida agora aprovada, e sem concertação empresarial, vai colocar em causa a continuidade de muitas empresas produtoras nacionais e, consequentemente, a perda de milhares de postos de trabalho já fortemente afectados com a crise”, alerta a associação liderada por Manuel Victoriano Sumbula.

A AIBA lembra que “o IEC vem no seguimento da implementação do IVA, numa lógica de se complementar o IVA com o IEC em determinados produtos definidos pelo Estado” e, para a associação “o aumento da carga fiscal irá provocar maiores atrasos na diversificação da economia, representando um sério boicote ao desenvolvimento económico e à manutenção dos actuais postos de trabalho e à criação de novos”

“A AIBA e demais associações sectoriais que representam o tecido empresarial angolano não foram chamadas a comentar e contribuir para esta decisão”, lamenta a associação, que recorda que “as empresas de bebidas já despediram cerca de 5.000 pessoas nos últimos meses e preparam-se para despedir mais, com relação directa com a diminuição do poder de compra dos consumidores, aliado a uma concorrência desleal”.

“A indústria das bebidas é dos sectores que mais contribui para as receitas fiscais de Angola, que mais emprego gera e que permite a viabilização do negócio da distribuição”, diz a AIBA, que avisa que “qualquer mexida que implique o já ténue e frágil equilíbrio do sector deveria reunir a opinião e a experiência dos empresários e não uma acção surda e unilateral como a tomada pela AGT”, que agiu de uma forma que diferente ao “comportamento habitual”.

A associação alerta que “as consequências adivinham-se dramáticas e a AIBA apela à reversão desta medida, evitando-se danos no tecido económico e social do País”.

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