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Inflação acelera em Julho com a subida dos preços da luz

(DR)

Expansão

A electricidade e as análises clínicas foram as classes onde as famílias angolanas viram aumentar mais os preços. O vestuário e os calçados engrossam a lista dos bens inflacionados. Fim da subsidiação nos transportes públicos e nos combustíveis vai baralhar mais as contas da inflação até final do ano.

O ritmo do custo de vida no consumidor nacional voltou a acelerar 1,52% entre Junho e Julho, influenciado pelo aumento da tarifa da electricidade que entrou em vigor no final da primeira quinzena do mês de Julho, indicam os dados do relatório mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado esta semana.

O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registado entre Junho e Julho foi o mais alto dos últimos nove meses, sendo necessário recuar a Setembro de 2018 para encontrar um valor mais alto (ver gráfico).

Já a taxa de inflação homóloga, que compara os preços do mês de um determinado ano com o mesmo do ano anterior, fixou-se nos 17,2%, registando um decréscimo de 1,8 pontos percentuais em relação à observada em igual período de 2018.

De acordo com cálculos do Expansão, depois de seis meses consecutivos em queda, a inflação homóloga voltou a crescer em Julho. Desta forma, qualquer que seja a métrica a utilizar para avaliar a evolução dos preços em Angola, todas apontam para um aumento significativo no mês de Julho.

O INE revela ainda que a classe da “Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis” com 3,5%, foi a que registou o maior aumento de preços, destacando-se ainda as subidas dos preços no vestuário e calçado com 1,6%, “Saúde” com 1,5% e “Bens e Serviços Diversos” com 1,5%. As classes “Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas” com (1,49%), e “Lazer, Recreação e Cultura” (1,4%) também tiveram aumentos.

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