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Moçambique vai sediar próxima cimeira da SADC

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa (à esq.), e o Presidente da Tanzânia, John Pombe Magufuli (à dir.) (DR)

DW África

O Presidente Filipe Nyusi disse que o país está preparado para receber a 40ª Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. Chefe da SADC diz que prioridade é promover a paz e o processo de industrialização.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou este domingo (18.08) que o país vai receber e organizar a próxima cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Num discurso realizado na cerimónia de encerramento da 39ª cimeira em Dar es Salam, na Tanzânia.

Filipe Nyusi agradeceu a confiança e garantiu estar preparado para organizar a próxima cimeira, convidando os seus homólogos dos restantes 15 países que integram a SADC a estarem presentes em Maputo.

O Presidente moçambicano disse que a próxima cimeira servirá para resolver alguns dos temas que ficaram sem conclusão nesta cimeira, como “a transformação do fórum parlamentar em parlamento regional”.

Filipe Nyusi também agradeceu aos Estados membros da SADC o apoio e solidariedade “para minorar o sofrimento e drama humanitário” provocados pela passagem dos ciclones Idaí e Kenneth no centro e norte de Moçambique e o facto de terem testemunhado a assinatura do acordo de paz e reconciliação com a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição.

A 39ª cimeira da SADC juntou chefes de Estado e de Governo de 16 países – Angola, Moçambique, África do Sul, Botsuana, Comoros, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurícia, Namíbia, Esuatíni (antiga Suazilândia), Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Seicheles – para debater o desenvolvimento regional.

Preservação da paz

O antigo chefe da SADC, o presidente da Namíbia Hage Geingob, transferiu o cargo ao Chefe de Estado da Tanzânia, John Magufuli, este sábado. O novo representante afirmou que a preservação da paz e a promoção do processo de industrialização regional na SADC serão suas prioridades à frente da organização. “Vamos continuar a trabalhar de forma árdua para que a nossa região esteja livre de conflitos”, disse.

Em discussão, estiveram ainda os progressos registados no processo de integração regional, o grau de implementação da estratégia e roteiro para a industrialização da SADC. A organização quer reduzir sua dependência de financiamento externo. “Precisamos melhorar nossa economia para melhorar nossa dependência”, disse o Presidente da Tanzânia. “Nenhum país desenvolve-se sem passar por um processo de industrialização”, acrescentou.

Do orçamento de 74 milhões de dólares para 2019-20 da SADC, 31 milhões de dólares serão fornecidos por doadores externos. Magufuli também afirmou que quer aumentar o comércio internacional e abolir as barreiras comerciais.

O Presidente da Tanzânia também pediu a suspensão das sanções económicas impostas pelos Estados Unidos e União Europeia contra o Zimbabwe. John Joseph Magufuli argumentou que as sanções não fazem sentido, uma vez que a Tanzânia abre um novo capítulo na sua história. “O Zimbabwe está sob sanções há anos, mas precisamos que o mundo entenda que, quando você corta a mão, todo o corpo fica afectado”, disse ao referir que outros países da SADC têm problemas semelhantes aos do Zimbabwe.

As sanções contra as políticas do Governo de Emmerson Mnangagwa foram renovadas pelos Estados Unidos em Março deste ano, sob a justificativa de que ameaçam a política externa do Governo norte-americano.

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