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Jovem morto a tiro por um agente da Polícia Nacional

Imagem ilustrativa (DR)

Tchipa Panzo, de 26 anos de idade, foi morto com dois tiros, na madrugada de sábado, na rua H, no bairro Palanca, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, por um efectivo da Polícia Nacional, alegadamente por questões de ciúme.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial de Luanda, intendente Hermenegildo Adelino, disse que o terceiro subchefe da corporação encontrou a mulher numa lanchonete, em conversa com alguns jovens, e fez disparos que acabaram por atingir o jovem Tchipa Panzo.

Contactados os familiares da vítima, no bairro Ganga We, no Distrito Urbano de Neves Bendinha, disseram que no momento em que os quatro amigos, incluindo o malogrado, se encontravam em convívio, minutos depois apareceu a
mulher do oficial da Polícia e solicitou uma cerveja a um destes jovens.

De acordo com Macana Pedro, cunhado da vítima, o marido surpreende-a no local e logo começou o desentendimento com um dos jovens, daí que o oficial da polícia retirou a arma e disparou mortalmente contra o seu familiar.

Macana Pedro, que ontem mesmo prestou depoimento no Comando Municipal do Kilamba Kiaxi, confirmou ter testemunhado a morte do cunhado no local. Disse que as duas balas disparadas contra o jovem atingiram a cabeça e o coração.

Armando Adão, amigo do malogrado, explicou que a triste história começou quando o jovem Pipo, amigo da vítima,
apareceu na rua em companhia de mais três amigos e se dirigiram a uma lanchonete, onde estavam a beber cerveja.

Conta que minutos depois, a esposa do oficial da polícia surgiu na lanchonete e pediu que lhe pagassem uma cerveja. Logo a seguir, acrescentou, foi surpreendida pelo marido que, depois de várias complicações com os jovens, começou por espancar brutalmente um destes, que acabou por desmaiar.

Assustado com a reacção, um dos jovens, identificado por Tchipa Panzo, procurou tirar satisfação junto do oficial da polícia sobre as motivações que o levaram a agressão física. Conta que ainda no calor dos nervos, de imediato disparou a queima roupa contra Tchipa.

Depois do acto consumado, o oficial da polícia meteu se em fuga e até ao momento ainda se encontra em parte incerta.

O Jornal de Angola apurou no local que o oficial da corporação e a mulher repartem o mesmo tecto há mais de dois anos. Têm um filho menor de um ano e viviam numa casa arrendada.

Depois do sucedido, a esposa teve de abandonar a casa e procurou refúgio em casa de familiares com medo de retaliação por parte da família do malogrado, que clama por justiça.

O malogrado era o penúltimo filho de um total de seis irmãos. No ano passado, concluiu o ensino médio, na especialidade de contabilidade, no Instituto Médio de Gestão do Kilamba Kiaxi, (IMEK). Além de estudante, o malogrado era mecânico há oito anos.

O director de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial de Luanda, Hermenegildo Adelino, explicou que após tomar conhecimento da ocorrência, de imediato a polícia removeu o corpo e entrou em contacto com a família do falecido, tendo ainda encetado diligências para a localização e detenção do foragido.

Apesar do acusado efectivo da Polícia Nacional ter comparecido no local do crime, fardado e de motorizada, Hermenegildo Adelino afirma que o oficial não estava em serviço na altura do sucedido.

O Comando Provincial de Luanda manifesta o seu repúdio pelo infausto acontecimento e endereçou à família enlutada profundos sentimentos de pesar e exortou o efectivo policial a adoptar uma conduta exemplar e evitar atitudes que manchem o bom nome da instituição.

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