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Taxa de ocupação hoteleira pode chegar a 45%

A baixa taxa de ocupação de hotéis, fixada em 25 por cento em 2018, está a criar dificuldades aos operadores da indústria hoteleira, mas as previsões mais optimistas do mercado apontam para uma relativa melhoria da taxa para 45% até final do ano.

Gestores de unidades hoteleira de cinco, quatro e três estrelas ouvidos hoje (segunda-feira), pela Angop, em Luanda, apontaram como principal razão para a queda da taxa de ocupação nos hotéis a crise económica e financeira, que se agudizou significativamente nos últimos quatro anos.

Em termos de distribuição geográfica, a rede hoteleira nacional é liderada por Luanda, com uma quota de 60 por cento dos alojamentos, ficando os 40% para as restantes 17 províncias do país.

O secretário da Associação dos Hotéis e Resorts de Angola “AHRA”, Ramiro Barreira, sublinhou que vai junto dos associados buscar pontos de equilíbrios, para encontrar preços que se ajustam ao mercado angolano, com vista a redução dos actuais preços das unidades hoteleiras.

“Temos de estabelecer preços que estejam de acordo com a capacidade de compra das pessoas, para podermos elevar as taxas de ocupação dos hotéis em Angola, que em algumas províncias estão, actualmente, na ordem dos 5 a 15 porcento”, referiu.

Caso a taxa de ocupação dos hotéis atinja os 50 por cento, a AHRA, com 400 membros nas 18 províncias, contribuiria mais para o aumento da actividade turística em Angola, elevando assim o peso do sector na composição do Produto Interno Bruto (PIB).

Defende igualmente a necessidade da redução dos preços de energia e água, impostos e do aumento do ambiente de negócios para influência também na baixa dos preços estabelecidos nas unidades hoteleiras.

Os preços das diárias nessas unidades hoteleiras variam de AKz 24 mil a 135 mil.

O director-geral do Epic Sana (unidade hoteleira de cinco estrelas), Miguel Dos Santos, informou que actualmente a taxa de ocupação ronda os 50%, com uma tendência para maior ocupação nos dias de semana, daí que pretendam dinamizar a parte comercial, com o intuito de salvaguardar a clientela aos finais de semana.

“A época que todos atravessamos nos obriga a ser mais eficientes e racionais nos custos. No entanto, o mais importante é continuarmos a melhorar a qualidade do nosso produto e serviço”, frisou.

Entretanto, disse que a aposta é continuar a formar, capacitar, inovar, criar novos conceitos, procurar novos mercados e ser cada vez mais único na personalização de cada evento e oferta, sempre com os níveis de qualidade Epic Sana.

O referido hotel tem um total de 288 unidades (219 quartos, 19 suites e 50 apartamentos).

A mesma situação da fraca procura vive-se no unidade de quatro estrelas, Hotel Presidente, situado junto à Marginal de Luanda, cuja taxa de ocupação situa-se entre 25 a 30 por cento.

Essa unidade hoteleira conta com 264 quatros, segundo o seu director-geral, Pedro Portugal.

“A hotelaria cresceu muito em infra-estruturas e qualidade nos últimos cinco anos, com novos investimentos e muito boa oferta”, frisou, adiantando que ao contrário do que se esperava, há um recuo indisfarçável na taxa de ocupação.

“Há sempre oscilações na taxa de ocupação dos hotéis e residenciais, é um ritmo ao qual estamos habituados”, disse, reconhecendo, contudo, que a variação dos últimos anos é desconfortável para o sector.

O hotel de três estrelas Horizonte Novo, situado no município de Viana, de acordo com o seu director-geral, Luís Lobo, regista uma taxa de ocupação de 39 por cento até a data presente, contra os 68% do ano de 2018. A unidade hoteleira tem 56 quartos.

Segundo o responsável, a maior estratégia é melhorar os serviços, apostar no mercado como a promoção de eventos musicais, divulgação da gastronomia nacional e a criação de uma zona de lazer para crianças.

Por outro lado, o Ministério considera necessário o equilíbrio do preço entre as unidades hoteleiras, porque existem unidades de 1, 2 ou 3 estrelas que têm preços muito aproximados as de 4 e 5 estrelas, que variam dos 24 aos 135 mil kwanzas a diária.

Segundo dados, 2009 a 2014, Angola registou um forte crescimento do sector, tendo atingido receitas que ultrapassavam os 45 mil milhões de kwanzas, criando cerca de 223 mil postos de trabalho.

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