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São Vicente/Festival: Ritmos do rap zouk r&b e kizomba dominaram último dia

(DR)

Infopress

Se a 35ª edição do Festival de Música da Baía das Gatas foi dedicada aos mindelenses e sendo São Vicente uma ilha com uma população esmagadoramente jovem, então o alinhamento do último dia fez jus à homenagem.

Com efeito, do rap ao zouk, passando pelo r&b e pelo afro, estilos que caem que “nem uma luva” nos gostos da camada juvenil, houve de tudo na noite/madrugada deste último dia, marcado, outra vez, como nos dois dias anteriores, por mais uma enchente, apesar de hoje ser já dia normal de trabalho.

E, nem de propósito, o festival terminou na madrugada de hoje, 12, Dia Internacional da Juventude, pelo que, tudo conjugado, a festa, este ano, na Baía das Gatas, terá sido pensada e toda ela dedicada a esta camada da sociedade cabo-verdiana.

O último dia, concluído pela banda portuguesa de rap e hip-hop Wet Bed Gang, na mesma linha e muito aguardada e aplaudida, teve vários momentos altos, um dos quais no show de Ricky Man, quando este chamou ao palco o amigo Djodje, para surpresa da Baía das Gatas, que “quase vinha abaixo”.

Mas houve mais, muito mais, como Loony Jonhson, o exemplo de um DJ que se transformou num caso sério no seu estilo musical, e que fez a baía “tirar” literalmente os pés do chão.

Pelo meio, a força do rap feito em São Vicente, através do grupo Hip-Hop Skillz Muviment, um trio formado por dois MC (mestre cerimónia), N.I Abençuod e Revan Almeida, e um deejay, Letra, e os ritmos quentes do kizomba e do zouk, através da cantora Yasmin.

Esta, nascida em Portugal, filha de pais guineenses, avós cabo-verdianos e libaneses, emocionada, no fim, declarou que todos os artistas deveriam ter a oportunidade de pisar um palco como o da Baía das Gatas.

“Inexplicável, não tenho palavras”, continuou, ao mesmo tempo que pedia aos jovens para não desistirem nunca dos seus sonhos:

“Há quatro anos, estava a cantar no meu quarto e a fazer vídeos para o Youtube e nunca pensei alguma vez na minha vida que vinha pisar o palco da baía, e aqui estou, não desistam, trabalhem”.

Uma nota para público que, pelo entusiasmo e participação, foi merecedor de elogios de todos os artistas que passaram pelo palco, revelação feito quer no palco, durante as actuações, quer, posteriormente, nas declarações à imprensa.

E, assim, passou à história mais uma edição do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, a 35ª, com a organização, através do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, a fazer um balanço “amplamente satisfatório”.

“Tivemos um cartaz forte, numa festa toda ela dedicada aos mindelenses e à sua juventude, já que Mindelo é uma cidade de jovens”, concluiu o edil, prometendo “mais e melhor” para 2020.

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