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Empresas lusas já receberam 190 milhões de euros em pagamento de dívida angolana

Mercado

Cerca de duas dezenas de empresas já receberam de Angola 188 milhões EUR, ou seja, cerca de 75% do total da dívida certificada. Valor reclamado ascende a 375 milhões.

As empresas portuguesas, sobretudo de construção, credoras do Estado angolano já receberam cerca de 75% do valor em dívida certificado pelas Finanças, soube o Mercado junto de fontes próximas do processo. Face ao reclamado, o que foi pago corresponde a cerca de metade do total.

Em causa estão as dívidas de apenas 23 empresas, de um total que ronda as 60, sendo que a maior parte das quais ainda não compilou os valores considerados devidos, ou tem as suas dívidas em fase de análise com vista à certificação por parte do Estado.

De acordo com os dados recolhidos pelo Mercado, no universo destas 23 empresas, em causa está uma dívida total na ordem dos 150 mil milhões Kz, ou seja, aproximadamente €375 milhões. As Finanças reconheceram cerca de 100 mil milhões Kz (€250 milhões), tendo pago, até ao momento perto de 76 mil milhões Kz (perto de €188 milhões).

A dívida do Estado às construtoras portuguesas tem sido paga essencialmente com títulos do Tesouro, ou seja, em kwanzas, ao câmbio actual, ou do momento em que são certificadas, e não em euros, como as generalidade das empresas desejaria.

Na prática, este método é visto como prejudicial para as empresas, dado que muitas das dívidas são antigas, ou seja, datam de alturas em que a taxa de câmbio do kwanza face ao euro, ou ao dólar, era mais favorável.

O grau de execução dos pagamentos face aos valores certificados varia, ou seja, há empresas que já receberam quase tudo o que Angola admite que lhes deve, e outras apenas parte, muitas vezes, bem menos de metade.

O Estado entrega títulos de dívida públicas a estas empresas que, por sua vez, por precisarem de liquidez, acabam por vender estes ‘papéis’ no mercado secundário de dívida pública, através de bancos, regra geral, transformando assim as Obrigações do Tesouro em dinheiro – e animando a bolsa angolana, cujas operações são sustentadas basicamente por títulos de bancos ou de empresas.

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