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Detidos suspeitos de furto no BPC do Uíge

Três cidadãos foram detidos, na quinta-feira, na cidade do Uíge, suspeitos de furto e de parte de uma associação criminosa que actuava numa das agências do Banco de Poupança e Crédito (BPC).

Entre os acusados, está um funcionário do BPC, um agente da Polícia Nacional e um indivíduo sem qualquer vínculo laboral.

Nos últimos meses, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) tem recebido várias denúncias de cidadãos que alegam registar anomalias nas contas bancárias domiciliadas no BPC, o que motivou a uma averiguação, que culminou com a detenção de três indivíduos indiciados na prática de crime de furto e associação criminosa.

O procurador da República junto do SIC, Manuel Serrote, que prestou a informação ao Jornal de Angola, adiantou que os indivíduos em causa possuíam alguma informação privilegiada sobre o sistema informático da instituição bancária.
Reconheceu que os supostos criminosos são dotados de “alguma formação financeira que lhes permitia realizar operações ilícitas em horários em que o sistema informático do banco apresenta alguma fragilidade”.

“Os suspeitos foram detidos, por existirem fortes indícios de que agiam de forma concertada. Utilizavam cartões de
débito e levantavam valores monetários, além de transferirem avultadas somas de contas de clientes do BPC. As operações dificilmente seriam detectadas, porque exigem um elevado grau de inteligência”, esclareceu.

Manuel Serrote disse ainda que as operações lesaram as contas de alguns clientes do BPC em mais de dois milhões de
kwanzas, que, ao seu tempo, deverão ser ressarcidos. Garantiu continuarem com as investigações para apurar as verdadeiras causas que estiveram na base destes crimes.

Para se evitar situações similares, o procurador junto do SIC aconselhou as direcções das instituições bancárias a melhorar o sistema informático, no sentido de dificultar, ao máximo, o saque de valores. Sublinhou que “tais crimes são complexos e exigem um elevado grau de entendimento na matéria.”

Pediu aos clientes do BPC e de outras agências a absterem-se de aliciamentos e evitarem o empréstimo de cartões de débito ou ceder qualquer documento de identificação pessoal, sob pena de serem burlados ou envolvidos em crimes financeiros.

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