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PRA-JA quer participar nas eleições autárquicas

De acordo com o JA, o Partido de Renascimento Angolano – Juntos por Angola (PRA-JA) apresentado ontem em Luanda, por Abel Chivukuvuku, antigo líder da CASA-CE, quer participar nas primeiras eleições autárquicas.

A designação e os símbolos foram aprovados por uma assembleia constitutiva, através de um processo de votação. Ainda hoje, após a assembleia, os membros da comissão instaladora do PRA-JA remeteram o processo ao Tribunal Constitucional para legalização, que vai permitir a recolha das assinaturas.

Durante a cerimónia de lançamento, numa das unidades hoteleiras, Abel Chivukuvuku destacou que o PRA-JA é uma criação de todos, iniciada há três meses e cujo processo de concepção teve a participação de vários cidadãos através de conferências regionais em Luanda, Huambo, Lubango, Benguela, Cuanza-Sul, Cabinda e Malanje.

Chivukuvuku, que falava na qualidade de coordenador da Comissão Instaladora, disse que depois desta fase, aguardam pela legalização e institucionalização do partido. A partir da legalização, explicou vão abrir oficialmente as sedes em todo território nacional e preparar o congresso.

No fim da assembleia constitutiva, Abel Chivukuvuku referiu que “é chegada a hora para a mudança urgente e constitucional do modelo de Estado, bem como da reforma do conceito e prática do serviço público”.

O político, que liderou a CASA-CE até há poucos meses, sublinhou que Angola tem de deixar de ser um país potencialmente rico com a maioria de seus filhos a viverem em pobreza extrema, pois a riqueza nacional deve ser o resultado do somatório da realização dos sonhos dos seus filhos.

O coordenador avançou que 2019 é o ano do surgimento e firmamento político do PRA-JA e em 2020 estará em condições de participar nas primeiras eleições autárquicas.

Em 2021, segundo Chivukuvuku, o partido vai reforçar trabalhos para o crescimento, com vista a participação nas eleições gerais de 2022.

Durante o encontro, que decorreu sob o lema “chegou o soar do apito”, numa sala que ficou pequena para albergar o número de seguidores, Abel Chivukuvuku agradeceu o apoio dos militantes provenientes de vários pontos do país e garantiu que está pronto para servir e não vai medir esforços nem sacrifícios para corresponder aos anseios.

Símbolos

Tanto a designação como os símbolos do futuro partido foram escolhidos pela assembleia constitutiva, através de um processo de votação.

A bandeira escolhida tem uma forma rectangular de 150 cm de comprimento e 50 de largura e apresenta três faixas verticais de cor azul, branca e laranja. Na faixa branca contém um livro de cor azul com a expressão “servir Angola” e circundada por 18 estrelas de cor laranja com extremidades pretas, representando as 18 províncias do país.

O hino do PRA-JA resultará de um concurso público assim como a insígnia que será atempadamente apresentada ao Tribunal Constitucional.

Prestigiaram o lançamento da nova força política o activista Wiliam Tonet entre outros rostos conhecidos dissidentes da CASA-CE.

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