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Pelo menos 65 mortos em confrontos entre Exército da Nigéria e jihadistas

(DR)

Os confrontos entre o Exército da Nigéria e o grupo jihadista ISWAP (Grupo do Estado Islâmico na África Ocidental) causou dezenas de mortos, incluindo pelo menos 25 soldados e mais de 40 combatentes islâmicos em Baga.

“Os terroristas” mataram 20 soldados nigerianos e cinco soldados do Chade em combates intensos que também vitimaram “mais de 47 terroristas”, disse uma fonte militar que não quis ser identificado em declarações à agência France-Presse (AFP).

De acordo com a AFP, os combatentes do ISWAP, ligados ao Boko Haram, chegaram em camiões na segunda-feira de manhã à cidade de Baga, nas margens do Lago Tchad, no extremo nordeste da Nigéria.

A Força Regional Conjunta que reúne soldados do exército regional para combater grupos filiados ao Boko Haram na região do Lago Tchad, referiu num comunicado na segunda-feira que matou 10 jihadistas e um soldado faleceu. Contudo, a AFP referiu que há fontes que garantem que os números são maiores do que os revelados.

Segundo uma outra fonte militar, os combatentes da ISWAP realizaram um primeiro ataque à base militar de Baga, antes de serem repelidos. Os confrontos aconteceram entre os jihadistas e elementos que integravam um comboio militar que chegava da capital do estado de Borno, Maiduguri.

“Eles ficaram cara a cara com as forças especiais que tinham sido evitados pelo quartel e muitos terroristas foram mortos nesta luta”, disse a mesma fonte.

A base naval militar de Baga, às margens do Lago Tchad onde os combatentes jihadistas estão localizados, foi atacada vários vezes desde 2014, os últimos ataques aconteceram em Dezembro de 2018.

Desde Julho de 2018, a ISWAP intensificou os seus ataques contra as bases militares no nordeste da Nigéria e causou centenas de mortes nos Exércitos regionais.

“A posição do Governo nigeriano é que o terrorismo do Boko Haram foi reduzido e derrotado, e o verdadeiro Boko Haram que conhecemos foi derrotado”, disse a presidência num comunicado divulgado no dia 23 de Julho.

O grupo extremista islâmico Boko Haram ficou conhecido pela comunidade internacional há dez anos, após uma violenta repressão das forças estatais no nordeste da Nigéria, conduzindo o país a uma guerra civil.

Desde 2009, o número de vítimas mortais provocadas pelo grupo ultrapassou os 30 mil, com alguns observadores a estimarem mais de 70.000 mortos como consequência directa dos conflitos.

O grupo alcançou maior reconhecimento internacional em 2014, com o rapto de 276 raparigas de escolas na cidade de Chibok, estado de Borno.

Actualmente, as estimativas contam para seis mil militantes no grupo, que se encontra dividido em duas facções: uma maior e mais sofisticada, afiliada com o autoproclamado Estado Islâmico (EI), o Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), e uma facção mais pequena e brutal, o Jama’at Ahl al-Sunnah li-l-Dawah wa-l-Jihad (JAS), esta última liderada por Shekau.

Apesar de controlar uma área mais pequena, o Boko Haram consolidou a sua presença na região do lago Chade, coordenando os seus ataques e aumentando a sua componente estratégica, no entanto, a sua capacidade de atacar novas áreas e estabelecer postos de controlo diminuiu.

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