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Biden e Harris podem repetir “embate” no segundo debate entre pré-candidatos democratas

Num debate mais à esquerda, Sanders e Warren fizeram suas propostas (DR)

VOA

O antigo vice-Presidente americano Joe Biden, pré-candidato democrata favorito à eleição de 2020, e a senadora Kamala Harris poderão repetir nesta quarta-feira, 31, o confronto explosivo do mês passado na segunda série de debates, nesta quarta-feira.

Biden deverá enfrentar Harris e o também senador Cory Booker, os mais correntes negros mais proeminentes numa corrida pela nomeação democrata na qual a questão racial desempenha um papel destacado.

Sete outros pré-candidatos, incluindo Julian Castro, ex-secretário da Habitação, Jay Inslee, governador de Washington, e a senadora Kirsten Gillibrand, participam no debate de Detroit á procura de um momento decisivo que dê ímpeto às suas campanhas.

Ontem, no primeiro debate entre 10 pré-candidatos, Bernie Sanders e Elizabeth Warren defenderam repetidamente suas propostas consideradas mais à esquerda do partido, sob fogo cerrado de adversários mais moderados, que argumentaram que seus planos de oferecer assistência de saúde universal, combater a mudança climática e descriminalizar as travessias ilegais na fronteira prejudicariam os democratas nas urnas.

Sanders e Warren, com 16% e 14% das intenções de voto, respectivamente, são críticos do sector financeiro e de Wall Street e representam uma opção à esquerda na corrida pela indicação democrata, que começará com as primárias de Iowa, no dia 3 de Fevereiro.

Warren defendeu uma mudança grande e estrutural no país e advertiu que a falta de vontade política para se enfrentar o Presidente Donald Trump vai manter o sistema “manipulado que ajuda os ricos e os que têm bons contactos, em detrimento dos demais”.

Sanders, que defende um programa de assistência médica universal conhecido como “Medicare para todos”, a legalização da marijuana e a elevação do salário mínimo para 15 dólares a hora, convocou o eleitor a “transformar a economia e o Governo”, e citou como exemplo o Canadá, onde a saúde é um “direito humano”.

A expectativa no final dos debates é saber se Joe Biden mantém ou aumenta a vantagem e quais são os pré-candidatos que abandonam a corrida.

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