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Técnicos angolanos estagiam na Airbus

Um grupo de seis técnicos afectos ao Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) segue quarta-feira à cidade de Paris, França, para participarem de um mestrado em gestão e engenharia de projectos aeroespaciais.

De acordo com a Angop, os técnicos, com idades compreendidas entre os 26 a 27 anos, durante 14 meses de formação, vão estagiar na Airbus, no quadro do projecto Angosat do Estado angolano.

Apresentados esta quarta-feira, em conferência de imprensa, em Luanda, os técnicos farão o mestrado em aplicação espacial, uma área em que até agora Angola não dispõem de quadros especializados.

Há quatro anos no GGPEN, os técnicos foram submetidos a mais de três mil horas de formação e certificados pela Agencia Espacial Russa, como aptos para operar satélites.

Com esta formação, os técnicos passam a ter um maior foco nos resultados dos serviços que estão a ser fornecidos pelos satélites, para beneficio da população e a sociedade no geral.

Além de aprimorarem conhecimentos em satélites de observação, os quadros angolanos vão também poder ser formados em satélites de navegação e meteorologia, mas sempre na vertente de serviços (satélites) .

Estes estão inseridos no projecto de formação que vai permitir o desenvolvimento das aplicações dos diferentes tipos de satélites que hão-de ser lançados em orbita entre 2020/2021, como o Angosat 2 e posteriormente, o Angosat 3, todos em construção na Rússia.

Os técnicos vão estudar no Instituto Superior de Aeronáutica do Espaço (ISAE-SUPAERO), líder mundial do ensino superior do sector da engenharia espacial baseado na cidade de Toulouse, França.

Durante os últimos cinco anos, o GGPEN adstrito ao Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI) já formou 60 especialistas, entre doutores, mestres e licenciados em vários países com destaque para Japão, França, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Índia.

Capacitar cada vez melhor os especialistas angolanos, para que possam utilizar de forma eficaz todo o investimento que tem estado a ser feito a nível da área espacial em soluções que resolvam os problemas sociais e da população, é o principal foco do Executivo.

O director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Zolana João, disse na ocasião esclareceu que, no âmbito da construção do Angosat , a França esteve sempre envolvida neste processo, por via da Airbus, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo.

Representantes da embaixada da França estiveram presentes neste evento, augurando sucessos para os jovens técnicos espaciais.

Bevania Martins, a única mulher do grupo, é especialista sénior para área de serviços de satélites e considera a missão “França”, um grande desafio tendo em conta os objectivos traçados pelo governo angolano com o lançamento dos dois satélites previstos.

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